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Com pouco público, Romário estreia na tribuna da Câmara

Ricardo Chapola

10 de fevereiro de 2011 | 15h50

Eduardo Bresciani

O deputado federal e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) estreou nesta quinta-feira, 10, na tribuna da Câmara. Acostumado a estádios lotados, Romário estreou com um plenário esvaziado, como é comum nas quintas-feiras em Brasília. Cerca de 20 deputados acompanharam o pronunciamento e muitos deles fizeram apartes ao colega.

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Fotos: Beto Barata/AE

Romário iniciou a leitura de seu discurso destacando a tragédia que abalou a região serrana do Rio de Janeiro no mês passado e o incêndio que destruiu barracões de escola de samba nesta semana. “Tenho muita fé na capacidade superação do povo carioca”.

O ex-jogador destacou seu passado nos gramados. “O futebol é uma paixão coletiva, arte popular e instrumento de inclusão social”. Ele afirmou que levar a prática de esporte para o maior número de pessoas possível é uma das prioridades de seu mandato.

Outra prioridade apontada pelo deputado foi a atenção às pessoas com deficiência. Romário tem uma filha com Síndrome de Down. Ele afirmou o desejo de combater o “preconceito” e disse esperar que os grandes eventos esportivos permitam ao país “dar um salto na área de acessibilidade”.

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O plenário esvaziado não afastou a tietagem dos colegas nos apartes.

Torcedores de vários clubes se manifestaram falando de futebol. “Você foi um craque nos gramados, nos trouxe muitas alegrias, pra mim, como Fluminense, algumas tristezas”, brincou Júlio Delgado (PSB-MG), quarto secretário da Casa.

Romário concluiu seu pronunciamento pedindo a ajuda dos colegas para fazer um bom mandato. “Não tenho experiência na política partidária, preciso da ajuda de vocês, vim aqui pra aprender e com um objetivo, de fazer bem ao povo. Temos obrigação de dar ao povo uma qualidade melhor de vida”.

Ao final, o terceiro vice-presidente da Casa, Inocêncio Oliveira (PR-PE), brincou com o nervosismo do novo colega na tribuna. “Você já entrou no Maracanã com 120 mil pessoas e nunca tremeu e agora pra subir à tribuna tremeu. Mas você se saiu muito bem”.

Futevolêi

Após o discurso, Romário se defendeu em entrevista do fato de ter jogado futevolêi no Rio de Janeiro na quinta-feira da semana passada.

Ele destacou que não levou falta na Casa por ter registrado presença antes de viajar e pediu que os jornalistas só publiquem “notícias verdadeiras”.

Questionado sobre qual valor defendia para o salário mínimo, Romário driblou a pressão. Ele afirmou que vai votar com o partido e sinalizou que não deve embarcar na defesa de um valor muito acima dos R$ 545,00 propostos pelo governo. “Nem sempre o mais é o melhor”.

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