Com oito vereadores, PSD de Kassab já é a 2ª maior na bancada da Câmara paulistana
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Com oito vereadores, PSD de Kassab já é a 2ª maior na bancada da Câmara paulistana

Jennifer Gonzales

02 Setembro 2011 | 18h05

Estadão.com.br

Após conseguir o registro em dez Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para criação do Partido Social Democrático (PSD), o prefeito paulistano Gilberto Kassab participou nesta sexta-feira, 2, da filiação de oito vereadores de São Paulo à nova legenda.

Assinaram a ficha de filiação José Police Neto, presidente da Câmara, Marco Aurélio Cunha, Edir Salles, Ushitaro Kamia, Domingos Dissei, Souza Santos, Marcos Cintra e Marta Costa. Com os vereadores, a nova bancada será a segunda maior da Câmara de São Paulo, empatada com a do PSDB e menor apenas que a do PT, formada por 11 vereadores.

Ontem, o PSD conseguiu o aval dos tribunais eleitorais do Rio de Janeiro, do Acre e do Mato Grosso, faltando agora o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Vamos agora para a etapa seguinte, que é a busca de filiados para se apresentarem para as eleições do ano que vem”, disse Kassab, de acordo com nota distribuída pela assessoria do partido.

Rio de Janeiro. Depois da autorização do TRE-RJ, a sigla nasce com a maior representação na Assembleia Legislativa (Alerj). De acordo com o presidente do diretório no Estado, Indio da Costa, a legenda já conta com 12 deputados estaduais em processo de filiação. PDT e PMDB tinham as maiores bancadas, com 11 cadeiras no parlamento fluminense, cada. Além dos estaduais, o PSD-RJ também já conta com três integrantes na Câmara dos Deputados.

“Já somos a maior bancada na Alerj e continuamos conversando com outros deputados estaduais e federais”, explicou Indio, que é ex-deputado federal e candidato derrotado a vice na chapa liderada por José Serra (PSDB) à Presidência, no ano passado.

 A prioridade inicial, segundo Indio, é estruturar seus diretórios municipais. Além da capital, o PSD já está consolidado em outras seis das 92 cidades do Estado: Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Maricá, Rio Claro, São João de Meriti e Volta Redonda. Entre os 10 maiores colégios eleitorais do Estado, o partido ainda não está representado em cinco.

O presidente do PSD-RJ também estabeleceu como metas a consolidação da aliança com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a reeleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Para isso, o partido só deverá lançar candidatos a prefeito em cidades em que não competirá diretamente com o PMDB.

Impugnações. Além dos trâmites convencionais, o PSD ainda terá que vencer quatro pedidos de impugnação – três apresentados por outros partidos e um por um eleitor – para poder sair do papel.

Com a mesma rapidez demonstrada ao longo de sua gestação – foram menos de seis meses entre o lançamento da sigla e entrada com o pedido no TSE -, o partido antecipou em dois dias a entrega de sua defesa ao tribunal.

De acordo com futuro secretário-geral, Saulo Queiroz, a antecipação foi possível pelo fato do partido já prever quais os pontos seriam contestados. “Todos os pedidos são inconsistentes”, declarou.

Após a entrega, o processo foi encaminhado para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que tem dez dias para dar seu parecer. A juíza responsável pelo caso é a ministra Nancy Andrigui.

* Com Agência Estado