Com discussão entre deputados, Conselho de Ética aprova ida de Bruno Covas à Assembleia
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Com discussão entre deputados, Conselho de Ética aprova ida de Bruno Covas à Assembleia

Redação

06 de outubro de 2011 | 17h09

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta quinta-feira, 6, a ida do secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, à Casa para prestar esclarecimentos sobre a suposta oferta de propina que ele teria recebido por parte de uma prefeitura que teria sido beneficiada por emendas parlamentares. Além de Covas, a comissão queria convocar o senador Aloysio Nunes (PSDB) e o ex-secretário da Casa Civil, Luiz Antônio Guimarães Marrey, mas os convites foram recusados.

O PT também havia pedido para que o governo do Estado de São Paulo autorizasse a consulta às emendas liberadas desde 2006, mas o líder petebista Campos Machado pediu vistas, o empacou o requerimento petista.

Durante a sessão os deputados travaram algumas discussões sobre o termo que seria colocado no requerimento para convocar o secretário. Campos Machado chegou a dizer que o deputado Adriano Diogo (PT) era “mentiroso, demogago e farsante” e chamou o deputado Carlos Giannazi (PSOL) de profeta do mal.

Nesta quinta-feira, 6, Bruno Covas afirmou que já deu os esclarecimentos necessários a respeito de declaração sobre o episódio, mas não descartou, contudo, prestar novos esclarecimentos caso seja convidado novamente pela Assembleia. “Isso vai depender se os deputados estaduais querem que eu diga aquilo que eu já disse”, afirmou, após participar do Fórum de Cooperação Internacional, nesta manhã. Nessa semana, a presença do secretário era aguardada na Alesp, mas a ida foi cancelada.

Em entrevista concedida ao Estado, em agosto, o tucano relatou que, certa vez, um prefeito lhe ofereceu propina após a aprovação de uma emenda parlamentar. Após as denúncias de que a venda de emendas seriam praticadas por “cerca de 25% a 30%” dos deputados, feitas pelo deputado Roque Barbiere (PTB), Bruno Covas voltou atrás e negou que tivesse recebido a oferta do prefeito. Segundo ele, o caso relatado na entrevista foi um exemplo hipotético.

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