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Collor salva Palocci de ‘convocação-supresa’ ao Congresso

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

07 de junho de 2011 | 17h04

João Domingos

BRASÍLIA – O governo quase foi novamente surpreendido pela oposição na tarde desta terça, 7, numa tentativa de convocar o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a dar explicações sobre o aumento do seu patrimônio. O líder da minoria na Câmara, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), apresentou um requerimento de convocação de Palocci na Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência, que fazia uma sessão em uma das salas do Senado.

Quando os governistas perceberam, o deputado Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) já se preparava para votar o requerimento. Enquanto o governo convocava todos os líderes da Câmara e Senado e outros parlamentares para correrem à comissão, o senador Fernando Collor (PTB-AL) salvou Palocci. Ele pediu a palavra e disse que a comissão não tem autorização parlamentar para funcionar, porque ela ainda não foi constituída e qualquer decisão que tomasse seria nula.

Enquanto Collor falava, deu tempo dos parlamentares e líderes da base governista chegarem à sessão, que se realizava de forma emergencial na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Uma vez em maioria, o governo convenceu Lereia a não levar adiante a tentativa de votar o requerimento e a sessão então foi encerrada. Paulo Abi-Ackel acusou o governo de impedir o debate democrático ao barrar a convocação de Palocci.

O Congresso decide nesta terça em sessão extraordinária se mantém a convocação de Palocci aprovada na semana passada na Comissão de Agriculutra da Câmara dos Deputados e suspensa pelo presidente da Casa Marco Maia (PT-RS).

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