As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Centrais esperam 30 mil hoje no Estádio do Pacaembu

Camila Tuchlinski

01 de junho de 2010 | 08h11

Por Roberto Almeida

Cinco centrais sindicais reúnem-se hoje no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, na assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat). O evento, que espera 30 mil pessoas, é uma remissão a 1981, quando o Conclat foi realizado pela primeira vez em torno de campanhas salariais e da redemocratização do País.

Dessa vez, no entanto, a união das centrais – Força Sindical, CUT, CGBT, CBT e Nova Central – promete, além de aprovar a Agenda do Trabalhador, que será apresentada aos presidenciáveis, levantar a bandeira da continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva e tecer duras críticas ao pré-candidato tucano José Serra.

Ontem, na assembleia da Coordenação dos Movimentos Sociais, encabeçada por CUT, UNE e MST, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), ignorou a legislação eleitoral e atacou Serra para, em seguida, pedir votos para a petista Dilma Rousseff.

Seu discurso, incisivo, apresentou o tucano como “um sujeito” capaz de promover “conflito social”. “Como é que esse sujeito vai ser presidente da República? Vamos ter um conflito na sociedade brasileira com esse sujeito lá. Para impedir que esse conflito aconteça a gente tem de derrotá-lo para aprender a tratar trabalhador”, afirmou.

Paulinho disse ainda que Serra, se eleito, “vai tirar os direitos do trabalhador”. “Vai mexer no fundo de garantia, nas férias, na licença maternidade. Por isso temos de enfrentá-lo na rua pra ganhar dele aqui em São Paulo”, alfinetou.

O pedetista discursará hoje ao lado do presidente da CUT, Artur Henrique, que adotou ontem a mesma postura com relação a Serra. Ele saudou os militantes com um “Bom Dilma” e, sobre as multas da Justiça Eleitoral, foi taxativo. “O que eles estão tentando fazer é inviabilizar a candidatura democático popular no tapetão do Judiciário.”

Disse ainda que o tucano é responsável pelo que chamou de “PPPP” – “privatização, presídio, pedágio e paulada em professor”. Ambos serão os principais porta-vozes do sindicalismo no Pacaembu.

Logística. O evento começa às 10h e tem previsão de se encerrar às 14h. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo ficará responsável por escoltar os ônibus das delegações, que terão de estacionar no bolsão do Anhembi, na zona norte de São Paulo, para que não sejam multados.

Segundo a CUT, “todos os participantes receberão gratuitamente, na entrada do Estádio, uma sacola com lanches, suco e fruta”. A realização do evento será custeada pelo imposto sindical.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: