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Cenário político: Candidatos se reúnem com aliados e Congresso fica a passos lentos

Camila Tuchlinski

19 de abril de 2010 | 09h38

Por Denise Madueño

Semana praticamente morta no Congresso Nacional, com o feriado de Tiradentes na quarta-feira, e agitada na busca de entendimentos para a campanha eleitoral. A pré-candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, tenta definir hoje com os aliados a coordenação de campanha e o pré-candidato do PSDB, José Serra, vai a Minas Gerais, onde o ex-governador Aécio Neves preparou um grande evento revelando o empenho do mineiro na campanha tucana. No PSB, aumentou o constrangimento com o deputado Ciro Gomes subindo o tom contra o próprio partido. Nesta semana, os dirigentes do partido preparam a reunião no dia 27 para definir a posição da legenda.

Expectativa de saída iminente

Autor de um desabafo público na última quinta-feira, no qual pressiona os colegas a lhe dar apoio político para manter sua candidatura à Presidência da República, Ciro Gomes ficou ainda mais isolado. Setores do PSB consideram que a reunião do dia 27 vai por um fim à pretensão de Ciro disputar o cargo. O artigo de Ciro, divulgado em seu site na internet, aumentou a necessidade de uma decisão mais rápida. A maior parte da direção da legenda entende que a candidatura de Ciro não se viabilizou e quer fechar uma aliança formal em torno da candidata Dilma Rousseff.

Ordem unida

Com problemas na montagem de palanques para a pré-candidata petista, o PT vai reunir os partidos aliados hoje em um jantar na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE) para uma espécie de lançamento de um grupo de trabalho para organizar as campanhas nos Estados. Os presidentes dos cinco partidos que apoiam Dilma, PT, PMDB, PDT, PR e PCdoB, terão uma prévia à tarde para definir a reunião ampliada à noite, com a participação dos líderes das bancadas e Dilma. Os partidos querem espaço na coordenação da campanha. O PMDB pretende indicar dois ou três representantes para participar do núcleo de decisão.

Manifestação mineira

José Serra terá uma amostra hoje em Belo Horizonte do apoio dos aliados à sua candidatura. O ex-governador Aécio Neves pretende reunir em torno de Serra cerca de 300 prefeitos e lideranças políticas de partidos aliados para um encontro com o pré-candidato.

Trégua até semana que vem

Com o governo e a sua base em litígio em torno do reajuste das aposentadorias com valor acima de um salário mínimo e o feriado no meio da semana, a polêmica medida provisória do aumento para os segurados da Previdência Social só será votada no dia 27 pelo plenário da Câmara. O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), vai se empenhar em tentar convencer seus aliados a voltar atrás e concordar com o índice de 7%. Os deputados e os senadores da base anunciaram o voto no porcentual de 7,71%, contrariando o governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na MP, Lula fixou o reajuste em 6,14%, mas aceitou os 7% negociados por Vaccarezza.

Quase parando

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), marcou sessão com votações para hoje e amanhã, como forma de compensar o feriado de quarta-feira, mas a expectativa é de um quórum baixo e votação limitada. A pauta do plenário está trancada por sete medidas provisórias. No Senado, as discussões do pré-sal estão paradas. As discussões devem voltar apenas na próxima semana no plenário.

Diretor da ANA

É esperada para esta semana a resposta da Mesa do Senado sobre o pedido de anulação da votação no plenário que aprovou a indicação de Paulo Rodrigues Vieira para a direção da ANA (Agência Nacional de Águas). Depois de rejeitada pelo plenário em 2009, a indicação acabou aprovada em uma manobra apontada pela oposição, que recorreu à Mesa Diretora. Líderes de oposição acusaram o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), de agir de “má-fé para ludibriá-los”. Caso a resposta seja negativa, restará à oposição ir ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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