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Cardozo e Gurgel se reúnem para falar de investigações sobre Orlando Silva

Jennifer Gonzales

20 de outubro de 2011 | 18h52

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou nesta quinta-feira, 20, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que a Polícia Federal já recolheu o depoimento inicial do policial militar João Dias Ferreira, autor das denúncias sobre o suposto esquema de desvio de verba do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.

Os dois se reuniram durante cerca de 15 minutos para conversar sobre a denúncia e outros temas. De acordo com o Ministério da Justiça, Cardozo não entrou em detalhes sobre o conteúdo do depoimento dado pelo policial à PF na quarta-feira, 19.

O policial militar, de quem o Ministério do Esporte exige a devolução de R$ 3,16 milhões supostamente desviados do programa, denunciou um esquema de corrupção no Segundo Tempo, criado para desenvolver ações que incentivem a prática de esportes entre crianças pobres.

As denúncias de Ferreira – preso no ano passado sob a suspeita de participar do desvio de recursos do programa – envolvem o ministro dos Esportes, Orlando Silva. O esquema movimentou mais de R$ 40 milhões em oito anos, segundo o policial militar.

Cardozo disse que a PF vai apurar com todo rigor as denúncias de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo do Ministério do Esporte.

Na quarta-feira, 19, o policial militar João Dias Ferreira, delator o esquema, prestou depoimento por mais de sete horas na PF, em Brasília. “Ele prestou depoimento ontem, e a Polícia Federal vai apreciar os fatos que foram colocados e vai, dentro do rigor da lei, fazer as investigações necessárias”, afirmou o ministro. Ele  explicou também que já há inquérito em curso na Justiça, e a Polícia Federal vai decidir se abre um novo processo.

Cardozo disse ainda que João Dias dispensou proteção policial na noite da quarta-feira, 19, quando foi prestar depoimento à PF. O pedido havia sido feito pela bancada do PSDB.

“Informamos que quando ele comparecesse para depor, se pedisse proteção nós concederíamos. A informação que tive é que ele dispensou a proteção. Agora, se ele dispensou é porque não se sente ameaçado, mas caso venha a pedir, poderemos fazer seu ingresso no programa de proteção ou (verificaremos) outra forma”, disse.

(Com informações da Agência Brasil)

 

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