Mensalão e saúde voltam à pauta no último debate em SP
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Mensalão e saúde voltam à pauta no último debate em SP

Bruno Siffredi

26 de outubro de 2012 | 21h57

Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e os problemas do atendimento de saúde em São Paulo voltaram à pauta no último debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, que ocorreu nesta sexta-feira, 26. O encontro entre o petista Fernando Haddad e o tucano José Serra foi promovido pela Rede Globo.

Logo no primeiro bloco, ao responder uma pergunta sobre o tema da saúde, Haddad acusou o adversário de ter uma “visão limitada da mulher”. Ele criticou o tucano por falar apenas do programa Mãe Paulistana e, na tréplica, disse que as mulheres “são as que mais sofrem com o caos do transporte público”, fato que estaria sendo ignorado pelo rival.

Haddad tentou aproveitar todas as oportunidades que teve para criticar a gestão do prefeito Gilberto Kassab e associá-la à candidatura de Serra. O tucano, por sua vez, buscou destacar a ligação partidária entre o petista e os condenados pelo julgamento do mensalão no STF.

Ao formular uma pergunta sobre o tema da corrupção, Serra imediatamente relembrou o caso do mensalão. Ele pediu que Haddad explicasse “como isso aconteceu com o PT”. Na resposta, o petista lembrou o caso do mensalão mineiro, comandado pelo tucano Eduardo Azeredo. Haddad voltou a dizer, assim como nos debates anteriores, que tem “12 anos de vida pública e uma reputação que ninguém discute”. Na réplica, Serra disse que, se os petistas imitaram o modelo criado por Azeredo, “é ainda pior”.

Recorrente. Mais tarde, o tema da saúde voltaria a ser citado em perguntas sobre medicamentos, hospitais universitários e parcerias. Haddad disse que o orçamento da saúde quadruplicou em São Paulo, mas o atendimento não evoluiu. Ele lamentou os “hospitais em situação precária de atendimento” e prometeu foco na gestão.

Serra anunciou a proposta de criar uma bolsa-creche para atender as mães que não encontrarem vagas. O tucano também voltou a acusar o rival de querer acabar com as Organizações Sociais de Saúde (OSs). “É uma perda para São Paulo e uma perda para o sistema de saúde.”

Ao responder uma pergunta sobre os problemas sociais de São Paulo, Serra voltou a citar o mensalão. O tucano disse que o esquema de compra de votos de parlamentares “tirou dinheiro da política social” do País, citando inclusive o Bolsa Família. Na resposta, o petista aproveitou a deixa para prometer que irá trazer “todos os programas sociais do governo federal para São Paulo”.

Pesquisa. A última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na quarta-feira, 24, mostrou uma distância de 13 pontos entre o candidato do PT, que lidera com 49%, e o tucano, que aparece com 36%. Com isso, a diferença entre os dois caiu de 16 para 13 pontos em uma semana.

Veja como foi a cobertura minuto a minuto:

23h59 – Termina o último debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo.

23h58 – Serra agora faz suas considerações finais. Ele diz que São Paulo “é uma cidade rica, vibrante, mas cheia de problemas”. O tucano diz que vai fazer o bilhete único de seis horas, a bolsa “para mãe que está na fila da creche”, e promete enfrentar “com conhecimento” a questão da saúde. “A população leva em consideração questões como honra.” O tucano diz que tem “passado limpo”.

23h56 – Haddad faz as suas considerações finais. Ele diz que apresentou um programa sério, “que não foi remendado ao sabor das pesquisas de opinião”. Ele diz que a cidade “pode muito mais, desde que a Prefeitura não atrapalhe e ajude”. Ele defende dedicação “por quatro anos”, sem “renúncia e meio expediente”. O petista defende parceria com governo federal e diz que “o que falta é projeto”.

23h54 – Serra diz que houve problemas no Ministério da Educação “por inépcia”.

23h54 – Haddad diz que vai trazer todos os programas sociais do governo federal para São Paulo e diz que “não tem cabimento” ficar sofrendo desse jeito. “Isso tem que mudar.”

23h53 – Serra diz que o mensalão “tirou dinheiro da política social”. Ele afirma que o PT “não tem nada de social como procura aparentar”. O tucano fala da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador, medicamentos genéricos e ensino técnico e profissionalizante em São Paulo como obras “sociais”.

23h52 – Haddad afirma que São Paulo tem muitos problemas sociais. “Porque a cidade mais rica do País não tem a política social mais rica?”

23h51 – O tucano defende a “integração completa dos serviços de saúde”. Haddad volta a dizer que Serra não cita a intenção de fazer parcerias com o governo federal. “Vocês não têm projeto para São Paulo.”

23h50 – Serra faz uma pergunta sobre os hospitais universitários. Haddad afirma que os números citados pelo tucano estão errados. O petista diz que o tucano quer “vender 25% dos leitos do SUS”. Haddad afirma que “abriu o curso de medicina Santa Marcelina” e não teria motivos para querer fechar as parcerias.

23h48 – “Porque apenas a pessoa rica pode ser atendida pelo padrão (do hospital Albert) Einstein?”, pergunta Serra na tréplica.

23h47 – Haddad diz que apresentou apenas um programa de governo e que, nele, não há nada sobre acabar com parcerias. Ele afirma que o tucano se refere a uma proposta feita por outro petista, que disputaria as prévias com ele mas retirou sua candidatura.

23h46 – O tucano afirma que a Prefeitura tem diversas parcerias com o governo federal. Ele acusa o petista de querer acabar com as Organizações Sociais de Saúde (OSs). “É uma perda para São Paulo e uma perda para o sistema de saúde.”

23h45 – O petista pergunta a Serra porque ele não cita em seu programa no horário eleitoral a intenção de fazer parcerias com o governo federal.

23h44 – Haddad cita a cessão de leitos do SUS para entidades privadas e diz que São Paulo pode ter uma crise de leitos se a proposta for implementada.

23h44 – Na réplica, Serra volta a falar sobre o programa Mãe Paulistana. Ele afirma que pretende criar uma bolsa-creche para as mães que não encontrarem vagas em creches públicas.

23h43 – Haddad afirma que a saúde em São Paulo quadruplicou de orçamento, mas o serviço não melhorou. Ele diz que há “hospitais em situação precária de atendimento”. O petista afirma que terá foco na gestão.

23h42 – Serra faz uma pergunta sobre medicamentos e pergunta quais são as propostas de Haddad.

23h39 – Tucano afirma que sua especialidade é “resolver problemas”. Ele destaca os feitos da sua gestão e da administração Kassab para a área da habitação.

23h38 – Haddad diz que está indignado com a situação de São Paulo. “Tua propaganda eleitoral não reflete a situação da cidade.” Ele diz, se o candidato conhecesse São Paulo, teria outra opinião sobre a situação.

23h37 – Haddad faz uma pergunta sobre habitação. Serra diz que sua gestão fez “um grande movimento de urbanização de favelas, transformando favelas em bairros”. Ele cita Heliópolis, Paraisópolis e Real Parque.

23h35 – Haddad afirma que “professor não é reciclado e nem treinado”. Ele diz que Serra comete um erro ao usar essas palavras para se referir à atividade.

23h34 – Serra diz que elevou o piso durante sua gestão. Ele destaca também o reajuste de 25% que ainda não foi aplicado. O tucano promete valorizar creches, dando o piso estadual para as professoras das creches.

23h33 – Haddad provoca: “Tirou a ideia da cachola do Levi Fidelix.” Sobre as escolas, Haddad afirma que defende a escola em tempo integral, com aulas de recuperação, teatro e xadrez no segundo turno. No caso do professor, o petista promete trazer cursos de mestrado e doutorado para melhorar o nível dos docentes paulistanos.

23h32 – Serra pergunta quais são as propostas do petista para os professores e para o tempo de estudo das crianças.

23h31 – Haddad afirma que o rival roubou uma proposta de Levi Fidelix. Na tréplica, Serra afirma que tirou a proposta “da cachola”.

23h30 – Serra diz que fez dois corredores de ônibus: Tiradentes e Diadema. Em seguida, ressalta que o de Diadema foi feito pelo Estado. O tucano afirma que os corredores feitos pela ministra Marta Suplicy tiveram de ser corrigidos porque foram mal feitos.

23h28 – Haddad agora pergunta a Serra se ele é favorável à construção de novos corredores de ônibus.

23h27 – Serra diz que, se ocorreu algo errado, pior é imitar o erro. Ele diz que o mensalão usou dinheiro público e compara o valor ao número de AMAs que puderam ser construídas com isso. Na tréplica, Haddad cita o caso Aref.

23h26 – Haddad afirma que quem criou o modelo do mensalão foi criado pelo tucano Eduardo Azeredo e será julgado em seguida. Ele diz que tem “12 anos de vida pública e uma reputação que ninguém discute”. O petista pede a Serra que não finja que não sabe o que aconteceu.

23h25 – O tucano cita o julgamento do mensalão e pergunta a Haddad como aconteceu isso com o PT.

23h24 – Serra agora faz a primeira pergunta do segundo bloco. O tema é corrupção.

23h20 – Serra diz que, no tema, é fácil criticar, mas fazer é mais difícil. O tucano destaca as obras entregues na atual gestão. Na tréplica, Haddad afirma que população merece “mais seriedade”.

23h19 – Haddad diz que defende o investimento em metrô, CPTM e monotrilho. Ele afirma que a gestão atual prometeu fazer trechos de metrô e não cumpriu. O petista afirma que pretende antecipar as obras, e não adiá-las como o rival.

23h18 – Serra faz uma pergunta a Haddad sobre o metrô. Ele pede que Haddad fale sobre suas propostas para a área.

23h17 – O petista diz que os tucanos tiveram 8 anos para melhorar a iluminação da cidade “e não fizeram nada”. Ele diz que vai investir na juventude mais pobre e diz que a cidade vive uma “escalada da violência”.

23h16 – Haddad faz uma pergunta sobre os planos de Serra para a área da segurança. Serra afirma que será um “prefeito ativista para colaborar com o governo do Estado”. Ele promete que, “dentro de um ano”, a cidade estará melhor iluminada. O tucano destaca a cooperação entre as polícias. “Precisamos cooperar e trabalhar para trazer paz para nossa cidade.”

23h14 – Na tréplica, Haddad afirma que as mulheres “são as que mais sofrem no transporte público”.

23h13 – Serra diz que não tem uma visão limitada. Ele destaca que o programa Mãe Paulistana será expandido se ele for eleito. O tucano cita também os remédios genéricos.

23h12 – Agora os candidatos respondem a uma pergunta sobre saúde. Haddad afirma que o tucano tem uma “visão limitada da mulher”. O petista diz ser capaz de “ver a mulher em toda a sua complexidade” e afirma que a saúde da mulher deve ser cuidada dessa maneira. Ele destaca que o programa Mãe Paulistana deve ser mantido, mas diz querer fazer mais.

23h11 – Na réplica, o petista afirma que, se for eleito, vai oferecer uma nova gestão para São Paulo, diferente da atual. O tucano destaca os processos contra a gestão de Marta Suplicy na tréplica.

23h09 – Na resposta, Serra destaca que Kassab foi eleito prefeito após sua gestão. Ele cita programas como a urbanização de favelas e o Cidade Limpa como feitos da administração. “Os problemas continuam. São Paulo está longe de ser uma cidade sem problemas”, admite o tucano. “Por isso a minha candidatura (existe)”.

23h07 – Haddad pergunta que avaliação que o tucano faz da gestão Kassab e que responsabilidade ele se atribui pela administração de seu sucessor.

23h07 – O primeiro candidato a perguntar é Haddad. Ele pode escolher o tema da pergunta.

23h04 – Os candidatos recebem uma salva de palmas do público. O mediador explica as regras do debate.

23h03 – Começa o último debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo.

 

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