As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Candidatos fazem propostas genéricas para o agronegócio

Jennifer Gonzales

09 de agosto de 2010 | 19h28

Francisco Carlos de Assis

Em vídeos enviados ao 9º Congresso Brasileiro de Agribusiness organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), os três candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), deram respostas genéricas e evasivas às perguntas feitas pela organização do evento sobre “Garantia de Renda para o Agricultor, Infraestrutura e Logística, Pesquisa Desenvolvimento e Inovação, Defesa Agropecuária e Institucionalidade do Poder Público”.

 O candidato tucano, José Serra, ao falar sobre renda do agricultor, focou especialmente o câmbio. De acordo com ele, o agricultor brasileiro tem exportado mais e recebido menos por conta da supervalorização do real. Serra destacou, ainda, a falta de um “seguro efetivo” para a agricultura e de uma política “mais efetiva” de crédito rural que, a seu ver, não funciona bem no Brasil. “Nós vamos equacionar estas três questões que são fundamentais para o setor, a verdadeira galinha dos ovos de ouro do agronegócio brasileiro”, disse Serra.

 Marina Silva destacou as preocupações com a sustentabilidade e meio ambiente. Disse que, em um eventual governo dela, criará todas as “condições para aproveitar as imensas oportunidades que estão desenhadas neste início de século”. De acordo com a candidata do PV, o Brasil tem todas as condições para alcançar um “novo ciclo de prosperidade”. Marina falou também da necessidade de ampliar o crédito para o setor, investir em infraestrutura e pesquisas para aumentar a produtividade do setor.

 Já a petista Dilma Rousseff iniciou sua participação afirmando que a agricultura hoje vive um momento completamente diferente do que se via anos atrás. Ela citou os números já conhecidos pelo setor e destacou as políticas de incentivos à agricultura realizadas pelo governo do presidente Lula. Afirmou que o PIB agropecuário cresceu 32% entre 2002 e 2009. Saltou de R$ 124 bilhões para R$ 174 bilhões e a produção, de 96 milhões de toneladas para 146 milhões de toneladas.

 Os três candidatos afirmaram que disponibilizarão mais recursos para a pesquisa agropecuária. Os trabalhos da Embrapa e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) foram destacados pelos candidatos Dilma e Serra como exemplos de excelência no trabalho de pesquisa e inovação do setor agrícola. No entanto, nenhum deles apresentou proposta concreta de como e onde aplicarão os investimentos.

 Os três candidatos também foram unânimes quando trataram do tema segurança no campo. Para eles, luta pela posse da terra é legítima, mas desde que dentro da lei. Serra foi mais contundente ao afirmar que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) é um movimento político. “Sou contra que se use a reforma agrária como política e que se use dinheiro público para financiar este movimento político”, disse o tucano.

 No tocante à infraestrutura, Serra citou exemplos de produtores baianos que exportam sua produção pelo Porto de Santos ou Suape, em Pernambuco, por falta de infraestrutura, o que acaba encarecendo os custos. Dilma mencionou a construção da linha férrea Centro-oeste, que ligará que Uruaçu em Goiás a Vilhena, em Rondônia, passando por Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: