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Campanha negativa na internet levou PT a tratar da participação de Dilma na ditadura

Camila Tuchlinski

14 Maio 2010 | 16h02

Por Malu Delgado

A direção do PT e o núcleo político da pré-campanha de Dilma Rousseff à Presidência consideraram positivo o efeito da comparação entre Nelson Mandela e a petista feita ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa partidário.

A infração à lei eleitoral cometida pelo PT, que fez campanha deliberada a Dilma Rousseff no programa partidário, não entra no rol de preocupações dos petistas. O Tribunal Superior Eleitoral multou ontem o PT e Dilma por propaganda eleitoral antecipada no progama partidário exibido em dezembro passado.

A decisão de abordar a participação de Dilma na ditadura militar, segundo dirigentes da sigla, foi uma resposta à campanha negativa que circula na internet. Vários blogs e sites de adversários associam a atuação da ex-ministra a “terrorismo”. Dilma atuou em grupos que defendiam o combate à ditadura pela luta armada.

Mais de 40% dos acessos ao site oficial de Dilma Rousseff são para busca de informação sobre a biografia da petista, o que leva o partido a acreditar que há curiosidade sobre o passado da ex-ministra.

Os coordenadores da pré-campanha chegaram a discutir as dificuldades de abordar o tema da prisão de Dilma. O “povão”, nas palavras do comando petista, faz a associação de que “quem foi preso é bandido”, sendo complexo fazer, para esse segmento eleitoral, a distinção com presos políticos.

O PT teme ainda que essa questão seja utilizada mais abertamente pelo PSDB. O pré-candidato tucano, José Serra, que também combateu a ditadura e viveu no Chile durante o exílio, já declarou que não é a favor da violência e não optou por essa via no período militar.

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