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Campanha de Dilma faz ofensiva contra onda de boatos

Jennifer Gonzales

27 de agosto de 2010 | 18h47

Malu Delgado

 A campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência decidiu fazer uma ofensiva mais contundente contra a onda de boatos que circulam na  internet sobre a candidata. E-mails falsos dizem que a petista está proibida de entrar nos Estados Unidos e em outros 11 países por ter participado do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969.

“Dilma jamais teve qualquer ligação com sequestros, assaltos a bancos ou ações armadas. Portanto, não existe razão para ter visto negado nos Estados Unidos ou em quaisquer outros países. Se alguém aparecer com essa história falsa, você pode checar a verdade”, diz e-mail enviado pela campanha petista a militantes e pessoas cadastradas para obter informações sobre a candidata. “Não caia nos contos do vigário da internet, ainda mais em época de eleição”, continua a mensagem do comitê petista.

A internet tem acumulado uma onda de boatos contra candidatos. O candidato do PSDB, José Serra, também já criou em seu site oficial uma “central anti-boatos”. Em relação a Dilma, a maior parte de e-mails e boatos diz respeito à sua participação na luta contra a ditadura.

“Esse boato de que ela não pode entrar nos Estados Unidos é antigo e muito fácil de derrubar, até porque na pré-campanha a Dilma esteve em Nova York naquele evento da bolsa”, afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

O e-mail do comitê petista mostra, ainda, a lista dos participantes do sequestro – da qual não consta o nome de Dilma – e divulga a foto da petista ao lado do presidente dos EUA, Barack Obama, em encontro ocorrido no dia 14 de março de 2009.

“A única forma de combater os boatos é reproduzir a verdade ao maior número possível de pessoas. Boatos sempre existiram em campanhas, mas com a internet a fofoca atinge uma velocidade incrível”, afirmou Dutra. Segundo ele, a onda de ilações sobre Dilma “faz parte do jogo baixo da oposição”.

O Estado acessou um e-mail com informações falsas sobre Dilma, que teria sido enviado, segundo um blog anônimo, “por um amigo oficial da Aeronáutica”. O e-mail questiona a possibilidade de Dilma de, se eleita, fazer mediações diplomáticas na Assembleia Geral da ONU por ter sido  “condenada nos Estados Unidos pelo sequestro do embaixador norte-americano, na década de 60”.

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