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Câmara do Distrito Federal cassa mandato de “deputada da bolsa”

Camila Tuchlinski

22 de junho de 2010 | 16h39

Por Rafael Moraes Moura

A Câmara Legislativa do Distrito Federal cassou há pouco o mandato da deputada afastada Eurides Brito (PMDB). Ela é acusada de envolvimento no chamado “mensalão do DEM”, escândalo político que atingiu a cúpula do governo do Distrito Federal, levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda e trouxe a ameaça de intervenção federal sobre Brasília. Dos 24 deputados distritais, 16 votaram a favor da cassação.

A deputada foi flagrada em vídeo, colocando maços de dinheiro em uma bolsa. Segundo ela, a origem do dinheiro era o ex-governador Joaquim Roriz (hoje no PSC), que, na época, preparava campanha para o Senado pelo PMDB. A assessoria de Roriz nega.

No início do ano, Eurides afirmou em sua página na internet ter feito reuniões com lideranças políticas entre maio e junho de 2006. “Seria difícil reunir 200 ou 300 lideranças (…) se não fosse como reunião de confraternização, tipo café da manhã, almoço ou galinhada no jantar com grupo musical para animar”, explica ela.

Eurides sustenta que Roriz a mandou passar no gabinete de Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais que delatou do esquema de corrupção no DF – para pegar o dinheiro das reuniões.

Apesar de a votação ter sido secreta, por ordem judicial, cinco deputados se declararam favoráveis à perda do mandato: José Antônio Reguffe (PDT), Raad Massouh (DEM), Chico Leite (PT), Erika Kokay (PT) e Paulo Tadeu (PT).

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