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Bruno Covas já sonda deputados sobre presidência da Assembleia paulista

Armando Fávaro

10 de novembro de 2010 | 22h32

André Mascarenhas

Turbinado pelos mais de 239 mil votos em São Paulo e recém escolhido relator do Orçamento 2011, o deputado estadual Bruno Covas (PSDB) já estuda vôos mais altos. Embora diga ainda estar avaliando se lança ou não sua “pré-candidatura” à presidência da Assembleia Legislativa, o tucano iniciou recentemente o processo de consultas para saber se terá apoio no partido para ocupar o cargo no biênio 2011-2012.

“Agora é o momento de conversar com os deputados”, diz o neto do ex-governador Mário Covas ao ser questionado se trabalha para viabilizar seu nome. Para o tucano, de apenas 30 anos, a escolha do presidente da Assembleia deve “refletir um processo”, que inclui a formação das bancadas na Casa e a composição do novo governo.

Caso assuma oficialmente a disputa, Bruno não terá uma briga fácil. Dentro de seu próprio partido, os nomes do atual presidente, Barros Munhoz, e de Celino Cardoso também são cotados. O PT, que elegeu a maior bancada da Assembleia, corre por fora e já reivindica a vaga.

Além da maior votação entre deputados estaduais do País, Bruno deve apostar no peso político de seu sobrenome e na percepção de que há um anseio por renovação na política para enfrentar a experiência de Munhoz e o crescimento do PT.

“Nunca houve uma correlação entre o deputado mais votado e a escolha do presidente”, ameniza o tucano, que procura controlar as expectativas em torno de seu nome. “Não vai ser minha última oportunidade, e meu futuro político não depende disso”, minimiza. “Não adianta impor uma candidatura.”

O novo presidente da Assembleia só será escolhido após a posse da nova legislatura, no dia 15 de março de 2011.

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