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BR – Tucanos acreditam que votos de indecisos podem ‘surpreender’ no resultado

Armando Fávaro

31 de outubro de 2010 | 15h20

André Mascarenhas

Correligionários que acompanharam a votação do candidato do PSDB, José Serra, insistiram no discurso de que o resultado da eleição deste domingo, 31, será “surpreendente”, como ocorreu no primeiro turno. A avaliação é de que, mesmo que não garanta uma vitória para o tucano, os votos dos indecisos deverão reduzir a vantagem obtida pela candidata do PT, Dilma Rousseff, nas últimas pesquisas.

Nos bastidores, tucanos admitem que Serra está atrás de Dilma nas intenções de voto, mas argumentam que a diferença entre os dois candidatos é de, no máximo, 5 pontos. A afirmação, feita com base em dados da última semana, leva em conta os resultados de levantamentos internos da campanha e trackings feitos pelos institutos GPP e Ibope.

“Já participei de várias eleições. Pela primeira vez, não sei o que esperar”, disse um importante colaborador da campanha tucana, que não descarta uma vitória de Dilma. “A única certeza é que a margem vai ser menor do que 12, 11 ou 10 pontos”, completou. Para ele, a diferença será de dois a cinco pontos, independentemente de quem for o vencedor.

As análises do quadro eleitoral são sempre pontuadas por críticas aos institutos de pesquisa. Nem os considerados sérios, como Ibope e Datafolha, são poupados. Na opinião do vice de Serra, Índio da Costa (DEM-RJ), o problema é de metodologia. “Acredito nas pesquisas que a gente fez, que é por sistema de probabilística, não por sistema de cotas”, disse após acompanhar o voto de Serra, na zona oeste de São Paulo. “Não tenho dúvida nenhuma de que o resultado pode surpreender muita gente, como foi no primeiro turno.”

Para os tucanos, os institutos não captam a intenção dos eleitores que decidem o voto na boca da urna. “Sem dúvida, o número de indecisos é muito maior do que os institutos apontam”, afirma um correligionário próximo a Serra.

O otimismo cauteloso leva em conta a avaliação de que a abstenção provocada pelo feriado atingirá tanto Serra quanto Dilma. “A abstenção vale para os dois lados no Brasil”, amenizou o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.

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