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BR – TSE: Pará é o Estado com maior número de ocorrências nas eleições

Bruno Siffredi

31 de outubro de 2010 | 15h05

Eduardo Rodrigues, de Brasília

Para o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que relatou todas as resoluções que disciplinam as eleições em 2010, Arnaldo Versiani, o número menor de ocorrências no segundo turno é reflexo da quantidade menor de concorrentes e, portanto, da diminuição de cabos eleitorais. Até às 13h25, foram registradas 77 ocorrências com prisão e 72 sem prisão. A esta altura, no primeiro turno, já haviam sido apuradas 368 ocorrências com prisão.

De acordo com dados divulgados há pouco pela TSE, o Estado com maior número de ocorrências até o momento é o Pará, com 21 casos, sendo 19 com prisão. Em seguida, aparece a Bahia, com 19 ocorrências, sendo 11 prisões.

Um dos casos inusitados relatados pelo ministro é o que aconteceu em Goiana, município do interior de Pernambuco, onde o cartório eleitoral foi assaltado, e os ladrões levaram cerca de R$ 13 mil que seriam utilizados para comprar as refeições dos mesários da cidade. Segundo Versiani, os assaltantes não foram encontrados, mas os mesários se cotizaram nas zonas eleitorais e conseguiram arrecadar R$ 10 mil para o almoço.

Além disso, as duas urnas que se encontravam em barco que sofreu um acidente ontem à tarde no Amazonas precisaram ser substituídas por outras que foram levadas de helicóptero pelo Ministério da Defesa até suas respectivas zonas eleitorais. Da mesma forma, com a seca na região, helicópteros estão dando apoio aos eleitores que não conseguem chegar às suas sessões pelos rios.

Para o ministro Versiani, os mesários que foram presos por comparecer embriagados às suas sessões eleitorais são casos isolados em um universo de mais de 2,181 milhões de pessoas que trabalham nessa eleição. “Se trata de um péssimo exemplo, e espero que isso não volte a acontecer”, afirmou.

Ele também avaliou que o desempenho dos institutos de pesquisa no primeiro turno, quando várias divulgações de intenção de voto não refletiram os resultados apurados nas urnas. “É um bom sinal de que as pesquisas não estão induzindo os votos dos eleitores. Com isso, nas próximas eleições, os institutos devem tentar aumentar seus níveis de confiança, que parecem ter diminuído”, concluiu.

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