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BR – Sérgio Guerra: eleição deve ser disputada ‘no pau’

Bruno Siffredi

31 de outubro de 2010 | 14h09

Angela Lacerda, de Recife

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), acredita que a eleição presidencial do segundo turno será disputada “no pau” e não como indicam as pesquisas, que apontam vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff.

“Tem muita chance do nosso candidato ser vitorioso”, afirmou ele, há pouco, ao votar bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife. “No primeiro turno, todas as pesquisas apontavam placar semelhante a esse com Dilma vitoriosa, o que não se confirmou”.

Para Guerra, as pesquisas – todos os institutos apontam Dilma com pelo menos 10 pontos à gente de Serra – “estão equivocadas”. “O nível de diferença para as pesquisas que temos é relevante, o que nos deixa em condições competitivas”, declarou, sem informar o resultado das pesquisas internas em que se baseou para dar a declaração.

Na sua avaliação, o resultado da eleição pode ser afetado pelo nível de abstenção. Ele não se arrisca a dizer se será mais favorável a Dilma ou a Serra. “Qualquer coisa que se fale, é menos seguro do que as pesquisas”, observou.

Falta de respeito

Ao avaliar o nível desta campanha, ele disse ser “algo que não honra a tradição democrática brasileira” Para ele, Dilma teve postura ofensiva no segundo turno, enquanto no primeiro turno, “quem foi ofensivo do ponto de vista da discussão dos temas foi a imprensa”. Segundo ele, “a imprensa que levantou um conjunto de questões que atingiram campanha de Dilma, não nós”.

No geral, “a campanha toda foi prejudicada pela falta de respeito à lei”, ao criticar a postura do presidente Lula. “Lula foi presidente duas vezes e foi o chefe dessa campanha, ele mesmo disse”, observou. “Ele mesmo se assumiu como cabo eleitoral da campanha de Dilma”, destacou. “O presidente tem de ser presidente de todos, os brasileiros estão divididos quase pela metade”.

“Quem ganhar vai ganhar por um pedaço pequeno”, reiterou. “O presidente tem de ser de todos, tem de preservar seu papel e preservar a democracia, as instituições e a respeitabilidade”.

Guerra iria embarcar no início da tarde para São Paulo, onde acompanha a eleições e o seu resultado ao lado de José Serra.

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