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BR – Pai de Dilma e avôs de Serra tiveram ‘conexão portenha’

Bruno Siffredi

31 de outubro de 2010 | 12h49

Ariel Palacios, correspondente de Buenos Aires

Os candidatos Dilma Rousseff e José Serra possuem um ponto comum sui generis na História das eleições presidenciais brasileiras. Pela primeira vez, os dois candidatos melhor posicionados nas pesquisas de opinião pública são filhos de imigrantes estrangeiros. Nunca antes isso havia ocorrido (por exemplo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é filho de uma família de longa data no Rio de Janeiro, enquanto que a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva morou no interior do Brasil por várias gerações). Além deste ponto comum, Dilma e Serra possuem em seus currículos familiares uma “conexão portenha”.

De Salvador para Buenos Aires

O pai da candidata petista, Pétar Russév, nasceu na cidade de Gábrovo, Bulgária, em 1900. Em 1929 deixou seu país e migrou para o Brasil. A primeira parada foi em Salvador, Bahia. Mas, o calor na cidade foi demais para este cidadão nascido nos Bálcãs.
Desta forma, decidiu fazer as malas novamente e partiu rumo ao sul. Russév desembarcou em Buenos Aires, Argentina, que vivia na época seus anos dourados (e onde o clima era mais frio).

Ali, este inquieto búlgaro ficou alguns anos. Mas, após um período de bons negócios na capital argentina, decidiu fazer as malas novamente e abandonou a “Rainha do Prata” (um dos apelidos de B.Aires).

Russév partiu para São Paulo e posteriormente para Belo Horizonte. Nesta segunda etapa no Brasil ele mudou seu nome para Pedro e o sobrenome para Rousseff, formato que repassaria aos filhos, entre eles, Dilma.

Avó argentina

No caso do candidato tucano, a conexão portenha vem pelo lado materno, já que seu avô Steffano Chirico partiu da Itália pouco antes da Primeira Guerra Mundial e migrou para a Argentina, que na época prometia ser uma potência na América do Sul e despontava como o “celeiro do mundo”.

Em Buenos Aires casou-se com uma jovem portenha, Carmela, filha de imigrantes italianos. Anos depois, essa cidadã argentina – que no futuro seria avó de José Serra – e seu marido partiram de Buenos Aires rumo a São Paulo.

A filha deste casal conheceria – e casaria – com o italiano Francesco Serra. E assim, na Mooca, longe dos primos argentinos, nasceu José.

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