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BR – Serra defende alternância de poder e diz que ‘hoje quem fala é o povo’

Bruno Siffredi

31 de outubro de 2010 | 11h42

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André Mascarenhas

Em rápido discurso aos jornalistas após votar, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu a alternância de poder e procurou mostrar confiança na tese de que virá das urnas a resposta às pesquisas que dão vantagem a petista Dilma Roussef. “Hoje quem fala é o nosso povo. Milhões de brasileiros decidindo através do voto o futuro de Brasil nos próximos quatro anos”, disse em um pequeno palco montado em frente ao colégio Santa Cruz, na zona Oeste de São Paulo.

“Agora não é a hora do político falar. É povo que está falando”, acrescentou. “Esta é uma das belezas da democracia: o povo vota, o povo escolhe, o povo decide. E, portanto, agora o que nós vamos fazer é aguardar essa decisão dos brasileiros de todos os lados.”

Em menos de quatro minutos de discurso, Serra foi muito aplaudido por eleitores, em pelo menos quatro momentos. O tucano procurou mostrar esperança na vitória e, como tem feito nos últimos dias da campanha, voltou a defender que a alternância de poder “faria muito bem” para o Brasil.

Embora tenha classificado a campanha como “desigual”, o candidato, no entanto, afirmou sair da eleição “mais otimista com Brasil”, “por toda a confiança e esperança que eu encontrei em todos os cantos do Brasil. 

“Não  é a primeira vez que eu percorro todo o País. Mas, nesta etapa, eu pude verificar, constatar com toda a alegria, o quanto o nosso povo confia no futuro, e o quanto está disposto para trabalhar para que as nossas crianças tenham um futuro digno, um futuro de oportunidades, um futuro de progresso. Porque o nosso País de amanhã será o País das crianças de hoje”, afirmou.

Serra, que votou junto com os dois netos, voltou a falar sobre o papel das crianças e da educação no futuro do País: “Em cada sala do primeiro ano do ensino fundamental está nascendo o futuro do País. É para esse Brasil do futuro que nós trabalhamos e é para ele as propostas que nós apresentamos.”

Bandeirantes. O tucano demorou cerca de 36 segundos para efetuar seu voto. Sua filha, Verônica Serra, e sua esposa, Mônica, também estavam presentes. O candidato posou para fotos após votar.

Depois de discursar, o tucano deixou o colégio sem responder às perguntas dos jornalistas. Uma estrutura de grades foi montada para permitir que o candidato se dirigisse do palco diretamente para o veículo que o esperava. Do colégio, Serra se dirigiu para o Palácio dos Bandeirantes, onde almoçaria acompanha do governador em exercício de São Paulo, Alberto Golddman, e do prefeito da capital, Gilberto Kassab.

Além de Goldman e Kassab, acompanharam o candidato do PSDB na votação o governador eleito do Estado, Geraldo Alckmin, o vice-governador eleito, Guilherme Afif Domingos, o secretário estadual de Educação, Paulo Renato, e o senador eleito Aloysio Nunes Ferreira.

Protesto. Do lado de fora do colégio, o estudante de Ciências Sociais da USP Henrique da Cunha exibia um cartaz com duas mensagens contra o tucano: “Serra, o Papa é contra a camisinha. E o combate à Aids?” e “Serra para vereador 2012”.

Após a coletiva de Serra, eleitores do PSDB hostilizaram o estudante, chamando-o de “maconheiro” e “desempregado” e o acusaram de fazer boca de urna. Segundo policiais militares que faziam a segurança no local,  o estudante estava exercitando seu direito de se manifestar silenciosamente.

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