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Berzoini diz que BB deve investigar carta contra Mantega

Jennifer Gonzales

02 de agosto de 2010 | 18h15

José Orenstein

O deputado e ex-presidente do PT, Ricardo Berzoini disse nesta segunda-feira, 2, que cabe ao Banco do Brasil (BB) se pronunciar com relação à denúncia publicada no último domingo pela Folha de S.Paulo sobre suposto dossiê contra Guido Mantega, ministro da Fazenda.

“Não pode ficar o dito pelo não dito”, afirmou ao Estadão.com.br Berzoini, que disse ter enviado hoje e-mail a Nelson Barbosa, presidente do Conselho de Administração do BB, sugerindo investigação do caso.

Segundo reportagem do jornal, dois funcionários do BB, filiados ao PT, egressos do sindicalismo bancário e próximos a Berzoini, estariam ligados à produção de carta apócrifa que aponta tráfico de influência da filha do ministro, a modelo Marina Mantega.

Marina teria encontrado o vice-presidente do BB, Paulo Cafarelli, algumas veze para encaminhar pleitos pessoais. O objetivo da carta era, com a denúncia, demover Guido Mantega de promover Cafarelli à presidência do fundo de previdência do banco, a Previ.

“A carta circulou dentro do banco, e há três meses já se tinha conhecimento dela. Até onde eu sei, a ideia era constranger o ministro”, afirmou Berzoini. Ele disse ter encontrado Mantega “há mais ou menos três semanas” e sugerido a abertura de sindicância sobre o caso.

O deputado divulgou ainda no domingo nota em que rebate as acusações da reportagem, elogiando Mantega e os dois funcionários citados, e questionando o fato de a reportagem ter sido baseada em declarações em “off” (não identificadas).

“A minha preocupação é com esses dois funcionários, que são profissionais elogiados com longa carreira dentro do banco. Conversei com ambos e eles me disseram que vão tomar as providências necessárias – tanto no âmbito interno, como no âmbito da Justiça, a depender da avaliação de seus advogados”, disse Berzoini.

O deputado disse ainda que as acusações contidas na reportagem da Folha corroboram o esforço de “setores que tentam desqualificar o sindicalismo de forma geral” e que seu afastamento da campanha de Dilma Rousseff não está ligado ao episódio – “foi uma decisão minha com a minha família, para me dedicar também ao meu mandato parlamentar”.

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