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Bernardo descarta aumentar recursos da Saúde sem novo tributo nos moldes da CPMF

Bruno Siffredi

09 de novembro de 2010 | 14h15

Em entrevista nesta terça-feira, 9, à Rádio Bandeirantes, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo está discutindo com o Congresso para evitar que o Orçamento do próximo ano contenha medidas que impliquem em aumento dos gastos públicos. Segundo ele, o objetivo é controlar o gasto corrente. “Se não diminuir, pelo menos que cresça menos do que o crescimento da economia”, indicou.

Ele reconheceu que o setor da Saúde precisa de uma gestão melhor, mas vinculou a melhora à criação de um imposto nos moldes da CPMF. “Se for pra fazer gestão melhor, podemos fazer isso a qualquer momento. Mas se for pra fazer um aporte de recursos dessa magnitude, não tem de onde tirar”, disse.

Para o ministro, a política de valorização do salário mínimo está dando certo, o que não elimina a possibilidade de ajustes pontuais. “Eu acho que o mais importante é que temos uma política (de valorização do salário mínimo) que está dando certo. Mesmo conversando com as centrais sindicais, você não ouve ninguém insatisfeito com a nossa política.”

Paulo Bernardo atribuiu a especulações dos jornais as notícias que envolvem a participação dele no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). “De fato, o que acontece é que o jornalismo hoje quer sempre antecipar os fatos, ninguém quer dar a decisão já tomada”, observou. “Isso também envolve um grau de especulação, um grau de investigar, de perguntar. Enquanto isso não for transformado em decisão, vale pouco além da notícia.”

Ouça aqui a íntegra da entrevista: http://radiobandeirantes.com.br/audios_rb/10_11/101109_gen_ministro.mp3

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