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BASÔMETRO: 10 análises sobre a fidelidade partidária do governo Dilma

Redação

01 de junho de 2012 | 20h54

Estadão.com.br

O recém-inaugurado Estadão Dados é um núcleo de profissionais dedicados a capturar e tratar informações usando técnicas estatísticas, algoritmos e formas visuais de apresentação. A pedido do Estadão.com.br, 10 cientistas políticos apresentarão análises com base em dados do Basômetro.

Acompanhe abaixo as análises:

ANÁLISE: O não voto e a confiança nos deputados federais

Por José Paulo Martins Junior

Em um país em que a ignorância sobre a política é a tônica, muitos se perguntam para que serve ou o que faz um deputado federal. A maioria dos brasileiros não sabe e não é para menos, a política brasileira é dominada pelo poder executivo e os parlamentares ficam em segundo plano.

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ANÁLISE: O governismo do PSD

Por Sérgio Praça

A criação do PSD, no segundo semestre de 2011, não traz novidade alguma em termos ideológicos ou programáticos. As três “causas” do partido, de acordo com seu website, são: uma nova Assembleia Constituinte, a instituição do voto distrital para eleições parlamentares no Brasil e a transparência dos impostos.

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ANÁLISE: Quem dá as cartas nas bancadas partidárias?

Por Humberto Dantas

O Basômetro conquistou o cientista político que gosta de olhar para o Legislativo. Dentre várias questões instigantes, existe a possibilidade de analisar como se comportam os partidos que têm seus presidentes ocupando uma cadeira na Câmara dos Deputados. Existe coerência entre a posição desse político e aquela tomada pelo líder da bancada no conjunto de 98 votações nominais ocorridas até o início de maio? Cinco legendas oferecem a oportunidade de promover tal análise: PSDB, PV, PPS, PT do B e PSOL.

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ANÁLISE: Sobre disciplinas e fidelidades partidárias

Por Vitor Marchetti

Entre 1987 e 2007 quase 30% dos deputados federais eleitos trocaram de partido ao longo de seus mandatos. Muitos deles, inclusive, trocaram de partido mais de uma vez. A partir da decisão do TSE/STF em 2007, essa prática ficou sujeita a punição com a perda do mandato. O diagnóstico presente nas instâncias judiciais foi o mesmo de boa parte da opinião pública: os partidos políticos brasileiros são frágeis e com baixa capacidade para organizar a representação. A migração partidária era identificada ao mesmo tempo como causa e efeito desse mal.

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ANÁLISE: O governismo como estratégia dominante na política brasileira 

Por Paulo Peres

Os dados apresentados pelo Basômetro, assim como a própria forma com que foram organizados, trazem duas relevantes contribuições ao debate sobre o funcionamento da democracia brasileira. Em primeiro lugar, ao organizá-los sob o critério do posicionamento dos parlamentares e partidos em relação ao governo, a ferramenta contribui em termos teóricos para a percepção de algo amplamente discutido na Ciência Política de orientação neo-institucionalista, mas ainda não plenamente difundido por outras disciplinas e na opinião pública em geral. Trata-se do fato de que o que caracteriza de maneira mais realista os governos democráticos constitucionais contemporâneos não é a clássica divisão tripartite dos poderes, mas sim a divisão do processo político em dois grandes atores coletivos: governo e oposição.

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ANÁLISE: Conflitos e consensos do PT e PSDB

Por Wagner Pralon Mancuso

O Basômetro é uma ótima ferramenta à disposição de quem se interessa por política brasileira. As possibilidades de análise que oferece são vastas. Por meio dessa ferramenta é possível avaliar o nível de governismo no Congresso Nacional bem como calcular o nível agregado de governismo dos partidos políticos. Governismo, nesse caso, significa voto em plenário de acordo com a orientação oficial do governo. Com o Basômetro, o governismo pode ser calculado de diversos modos: votação por votação, para um subconjunto de votações do período, ou ainda para as votações como um todo.

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ANÁLISE: Partidos de adesão

Cláudio Gonçalves Couto?

O sistema partidário brasileiro, em sua dimensão congressual, pode ser dividido hoje em três grandes blocos. Um, à esquerda, forma-se por partidos ao redor do PT, que lhe acompanham no governo e lhe acompanharam na oposição; os demais são PSB, PC do B e PDT. Outro bloco, à centro-direita, orbita o PSDB, igualmente no governo e na oposição; os parceiros dos tucanos são, à sua esquerda, o PPS e, à sua direita, o DEM. O terceiro e maior bloco compõe-se de todos os demais partidos, com exceção do PSOL; tem no PMDB sua principal agremiação e se caracteriza por uma estratégia fundamental: aderir ao governo do dia, em troca de benefícios fisiológicos. Constitui-se, por isto, do que denomino como partidos de adesão.

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ANÁLISE: PSDB: postura, contradições, ambiguidades

Carlos Melo

Por meio do Basômetro, é possível perceber que, de fato, há racionalidade formal e comportamento lógico entre os partidos. Como se poderia imaginar, na base governista é franco o apoio ao governo e na oposição os partidos cumprem esse seu papel. O PSDB, o maior partido de oposição e adversário constante do PT, ostenta, por exemplo, o menor índice de adesão aos projetos do governo (25%). No DEM esse índice é de 29%, no PSOL 30%. E, em que pese a retórica belicista de seu presidente, o PPS é o menos oposicionista entre os partidos de oposição: adesão superior a 1/3 — 36%.

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ANÁLISE: Oposição em Mutação? Evidências do Basômetro

Ernani Carvalho

A imprensa livre, de uma forma geral, tem dado uma contribuição formidável para o aperfeiçoamento das instituições democráticas. Neste sentido, a ferramenta do Basômetro é uma colaboração ímpar. Ela permite ao (e)leitor avaliar, especular e controlar os partidos e seus representantes. Estaria na esteira do que Robert Dahl (Polyarchy: Participation and Opposition) chamou de uma das condições que as instituições democráticas devem oferecer para um bom funcionamento da democracia, ou seja, a “garantia de acesso a fontes alternativas de informação”.

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ANÁLISE: Entre a paixão e a razão política: argumentos sobre a aliança PP e PT em São Paulo

Marco Antonio Carvalho Teixeira

A aliança eleitoral entre o PT e o PP em São Paulo chamou atenção pelo fato de juntar Maluf e Lula em prol da candidatura Fernando Haddad. Todavia, quando se busca compreender os motivos dessa aproximação apenas com base nos atores individuais corre-se o risco de conclusões enviesadas caso seja escamoteado o fato de que os dois partidos estão numa rota de consolidação de relações políticas que se iniciou em 2003 com a posse de Lula. Quem pretende entender essa aproximação apenas com base na movimentação de pessoas (Lula e Maluf) provavelmente vai concluir pela existência de uma grande incoerência política. Entretanto, quando se analisa sob a ótica do comportamento dos dois partidos a conclusão pode ser outra. Esse artigo busca juntar os dois argumentos, trazendo inicialmente dados sobre as trajetórias históricas de Maluf e do PT no município de São Paulo e posteriormente destaca a movimentação dos partidos em âmbito nacional e como isso pode ter influenciado a política local.

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