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Barrado em 2010 pela Ficha Limpa, Cunha Lima assume mandato de senador

Bruno Siffredi

08 de novembro de 2011 | 19h46

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Andrea Jubé Vianna, de O Estado de S.Paulo

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) tomou posse nesta terça-feira, 8, no Senado, ampliando a bancada tucana na Casa para dez parlamentares. Ele assume no lugar de Wilson Santiago (PMDB-PB) diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Lei da Ficha Limpa não se aplica aos candidatos eleitos em 2010.

Cunha Lima elegeu-se senador pela Paraíba com mais de um milhão de votos, mas foi impedido de tomar posse pela lei que proíbe a candidatura de políticos condenados por crimes eleitorais. Governador da Paraíba eleito em 2006, Cunha Lima teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2009, acusado de compra de votos durante a campanha. Em seu discurso de posse, o tucano criticou a decisão judicial que impediu sua posse, afirmando que “juiz nenhum pode substituir o povo”.

A posse de Cunha Lima influencia a correlação de forças no Senado porque fortalece a oposição, que passa a contar com 17 integrantes: dez do PSDB, cinco do DEM e dois do PSOL. Mas o PSDB continua sendo a terceira maior bancada, atrás do PT, com 13 senadores, e do PMDB, que passa a contar com 18 senadores por causa da saída de Santiago. A bancada peemedebista vai diminuir ainda mais nos próximos dias, ficando com 17 senadores, quando o senador Geovani Borges (PMDB-AP) tiver de ceder a cadeira para João Capiberibe (PSB-AP), cuja posse já foi determinada pelo STF.

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