Auditoria dos Transportes não é para apresentar nomes, afirma ministro da CGU
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Auditoria dos Transportes não é para apresentar nomes, afirma ministro da CGU

Lilian Venturini

09 de setembro de 2011 | 12h41

O ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, afirmou nesta sexta-feira, 9, que não cabe ao relatório da auditoria realizada no Ministério dos Transportes apontar nomes de envolvidos. Na quinta-feira, 8, foi divulgado documento sobre as irregularidades encontradas na pasta, que resultaram no afastamento de 27 pessoas, entre elas o ministro Alfredo Nascimento (PR-AM).

De acordo com Hage, a “individualização de responsáveis” é feita em processos disciplinares da CGU e, se mencionasse nomes, tiraria o direito de defesa dos acusados. “Se apontássemos responsáveis antes de ouvir um por um, em processos disciplinares específicos, essas mesmas pessoas iriam gritar, e aí com razão”, afirmou.

Após a divulgação das denúncias de irregularidades, em julho, 31 ex-dirigentes e servidores do ministério, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Valec (responsável pelas ferrovias) estão envolvidas em nove processos. Do total, 17 foram notificados a apresentar defesa. O resultado dos processos não têm prazo para serem concluídos, segundo o ministro. “Não adianta ficar ansioso e querer atropelar os prazos legais de defesa”, disse.

Auditoria. O relatório, cuja íntegra será disponibilizada nesta sexta, afirma que o esquema de corrupção nos Transportes provocou prejuízo de pelo menos R$ 682 milhões aos cofres públicos. A auditoria menciona indícios de conluio, precariedade dos projetos, preços excessivos, serviços não executados, adulteração em medições de obras, direcionamento em concorrência, entre outros problemas.

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