As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ato de juristas e intelectuais a favor de Dilma Rousseff lota teatro de faculdade católica

Camila Tuchlinski

19 de outubro de 2010 | 20h26

Rodrigo Alvares

Atualizado às 22h46

manifesto_dilma_leonardo_soares_ae_19102010.jpg

Anunciado como um ato de intelectuais e juristas em prol da candidatura Dilma, participaram do evento essencialmente políticos e aliados históricos do PT. Foto: Leonardo Soares/AE

Em um ato organizado por intelectuais e juristas de São Paulo em apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, o auditório do teatro da PUC-SP na noite desta terça-feira ficou lotado de militantes e aliados de primeira hora da petista. Presente ao evento, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos afirmou que “os juristas e intelectuais que estão com Lula, estão com Dilma”.

Mais tarde, no palco, Thomaz Bastos disse que “Dilma é um projeto cuja causa final é a erradicação da miséria no Brasil. Representados por Michel Temer – candidato a vice-presidente na chapa da petista – e pelo coordenador da campanha José Eduardo Martins Cardozo, mais de 100 juristas tiveram um manifesto lido no palco. “A lei de aborto não impede o aborto. O que impede aborto é política social, é Bolsa Família!”, disse Frei Betto.

Embora tenha sido anunciado como um ato de intelectuais e juristas em prol da candidatura Dilma, participaram do evento essencialmente políticos e aliados históricos do PT. Professores universitários, educadores e pesquisadores lançaram um manifesto no qual defendem “a educação pública”. A nota, assinada por intelectuais como Antônio Cândido, Fábio Konder Comparato, Marilena Chauí e Alfredo Bosi, quer as assinaturas de outros profissionais da área contra o que chama de “propostas e os métodos políticos da candidatura Serra”.

Para o senador e candidato derrotado ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante, “temos visto essa prática a partir dos porões e das gráficas do submundo. Quem temos visto ao lado do Serra? Os monarquistas. Hoje em dia, não tem como fazer política com medo. Por isso que hoje o que sobrou para o Serra é a bandeira do ódio”.

De acordo com a ex-prefeita e senadora eleita por São Paulo Marta Suplicy, “foi muito bem colocada essa questão do retrocesso. Essa é uma das eleições mais sórdidas que já enfrentamos”.

Dentro do auditório do Teatro da Tuca, o vereador Gabriel Chalita abriu os trabalhos dizendo que “nós assistimos uma das campanhas mais feias deste segundo turno. Serra disse no debate que Dilma o criticava, mas de frente e não no submundo.Temos de escolher a política do atraso, do medo, ou a política da esperança”.

Pouco antes das 19h, membros da assessoria de campanha de Dilma abordavam políticos e juristas ligados ao PT para gravarem depoimentos ao programa da presidenciável, mas nenhum deles aceitou aparecer.

Padre Lancellotti realiza ato pró-Dilma neste sábado

Com participação ativa na campanha de Dilma Rousseff em São Paulo desde o início do segundo turno, o padre Júlio Lancellotti falou que “Serra é o pai do higienismo em São Paulo”. Acrescentou que “a igreja não tem tutela sobre a consciência do povo”. Pouco antes, ele distribuiu panfletos para divulgar a realização de um ato no próximo sábado na Igreja de Santos Apóstolos, na capital paulista, em defesa da candidata. No convite, intitulado “Os cristãos e a defesa da verdade e da justiça nas eleições 2010”, o padre, a professora Marilena Chauí e Dom Angélico escrevem:

“Como cristãos, sabemos da nossa responsabilidade com a transformação da sociedade e a construção do Reino. Estamos convidando todo o povo da região da Brasilândia para refletir sobre o papel dos cristãos nas eleições. ‘Se nos calarmos, até as pedras gritarão’, encerra o panfleto, evocando um trecho da bíblia (Lc 19,40).

Tudo o que sabemos sobre:

DilmaintelectuaisjuristasPUCSão Paulo

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.