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Assembleia do Paraná instala CPI dos grampos

Ricardo Chapola

17 de fevereiro de 2011 | 15h50

Evandro Fadel

CURITIBA – A Assembleia Legislativa do Paraná instalou nesta quinta-feira, 17, a CPI dos Grampos, que pretende investigar a autoria, motivação e utilidade de gravações telefônicas supostamente realizadas em dependências da Casa. Uma varredura realizada por técnicos de uma empresa de segurança localizou aparelhos de escuta em salas utilizadas pela presidência e segunda secretaria da Assembleia Legislativa. A proposta da Comissão Parlamentar de Inquérito foi do deputado estadual Marcelo Rangel (PPS), que presidirá os trabalhos. A CPI tem prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.

Os 11 integrantes da comissão já foram indicados pelos partidos e os trabalhos começam segunda-feira, com a apreciação dos primeiros requerimentos para convocação de depoentes. “Pretendemos ouvir todas as pessoas que tiveram acesso às dependências, porque o que houve aqui foi uma afronta à democracia. Não é possível imaginar que se coloquem grampos para escutar parlamentares”, adiantou Rangel. Ele também pretende requisitar imagens das câmeras para uma análise.

O deputado ressaltou que pedirá o auxílio do Ministério Público Estadual e das polícias Civil, Militar e Federal para o trabalho. Além das investigações sobre possíveis motivações políticas a serem realizadas pela CPI, o caso está entregue ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, que analisa a questão criminal. Para Rangel, o fato de os deputados poderem convocar depoentes sem necessidade de mandado judicial pode ajudar o trabalho da polícia.

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