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Após ‘então morra’, prefeito de Manaus pede desculpas a paraenses

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

25 de fevereiro de 2011 | 18h08

Liege Albuquerque,  de Manaus

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), pediu desculpas aos paraenses nesta sexta-feira, 25. Amazonino havia dito “então morra” a Maria Laudenice de Paiva, de 37 anos,  que afirmou não ter nenhum lugar para morar e que, por isso, estava numa área de risco – a comunidade Santa Marta, na zona norte de Manaus, onde três pessoas morreram no domingo. Quando Paiva disse ser paraense, o prefeito respondeu: “então está explicado”.

“Se por ventura isso resultou no entendimento negativo contra o estado do Pará, eu peço desculpas porque não foi essa a intenção, não tem nada a ver. Vocês paraenses são meus irmãos como são os amazonenses”, defendeu, durante lançamento de campanha de combate à dengue.

Laudenice disse nesta sexta-feira à reportagem do Estado que nem o prefeito nem nenhum membro da administração foi a sua casa para pedir desculpas ou oferecer alguma ajuda. “Ele está mais preocupado com a política, não se importa em ter ofendido uma ‘zé ninguém'”.

Pela manhã, o vereador Joaquim Lucena (PSB) entrou com um pedido de impeachment contra o prefeito na Câmara Municipal de Manaus. Para o vereador, o prefeito ofendeu todos os brasileiros migrantes com a declaração.

De acordo com o vereador, foi anexado ao pedido a representação feita pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA) encaminhada na quarta-feira, 23, à Procuradoria Geral da República sugerindo a instauração de um inquérito civil público contra Mendes por eventual abuso de poder e autoridade, além de suposto ilícito praticado por agente público.

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