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Após determinação do TJ, manifestantes decidem sair pacificamente da Câmara do DF

Armando Fávaro

22 de abril de 2010 | 20h19

Por Carol Pires, do estadão.com.br em Brasília

O líder do movimento “Fora Arruda e toda máfia”, Raul Cardoso, 24 anos, assinou, há pouco, o termo de reintegração de posse da nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ocupada, desde ontem à noite pelos estudantes.

Neste momento, representantes do grupo e agentes da Polícia Militar fazem uma vistoria no prédio para garantir que não houve depredação do prédio público. Esta foi uma exigência dos estudantes.

À tarde, quando o Tribunal de Justiça do DF determinou a desocupação do prédio, o grupo, formado por cerca de 60 pessoas, fez uma assembleia e decidiu sair pacificamente. Entre policiais militares e homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), cerca de 100 agentes monitoram o prédio do lado de fora.

Em dezembro, o mesmo grupo havia invadido a sede atual da Câmara Legislativa em protesto contra as denúncias de corrupção reveladas pela Operação Caixa de Pandora. Segundo o inquérito da operação, o ex-governador José Roberto Arruda é o mentor de um esquema de corrupção no governo local, que ficou conhecido como “mensalão do DEM”.

Os estudantes ocuparam a nova sede da Câmara, ainda em construção, ontem, no dia do cinquentenário da cidade, em protesto contra a eleição do governador Rogério Rosso, escolhido via eleição indireta feita pelos 24 deputados distritais, oito dos quais estão envolvidos no “mensalão”. O prédio foi orçado em R$ 23 milhões, mas acabou saindo por quase R$ 120 milhões.

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