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Após derrota de Serra, vereador tucano diz que PSDB precisa se renovar

João Coscelli

28 de outubro de 2012 | 19h33

Guilherme Waltemberg e Alvaro Campos, da Agência Estado, e Ricardo Chapola, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O vereador reeleito e líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, Floriano Pesaro, afirmou que o momento é de “renovação” dentro do partido, ao se referir à derrota do candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra. De acordo com Pesaro, a conquista de Haddad mostrou “a importância de um partido ter quadros novos”.

“Isso mostra um sentimento que já havia sido detectado (pela mídia) da importância de termos quadros novos (nas eleições). O PT soube trabalhar isso melhor que o PSDB”, avaliou o vereador, ressaltando o fato de que nos últimos dez anos o PSDB lançou para as eleições majoritárias para o Estado de São Paulo e para a Presidência apenas o governador Geraldo Alckmin e o candidato José Serra.

“O PT vem testando novos nomes, o que não necessariamente quer dizer novas ideias. Eles testaram o José Genoino (para o governo do Estado), o Aloizio Mercadante (para o governo do Estado) e a Marta Suplicy (para a prefeitura)”, disse.

De acordo com o vereador, a renovação que seu partido precisa vivenciar inclui uma revisão da “forma de se comportar e um regaste do legado do PSDB”. “Temos que voltar às origens da época do (ex-governador) Franco Montoro. Não temos somente que mostrar novas caras, mas pensar as nossas origens”, afirmou.

Mesmo com a proposta de renovação, Pesaro avalia que não foi um erro do PSDB lançar José Serra para a Prefeitura, afirmando que o candidato apenas respondeu a um pedido do partido. “O Serra foi grande nesta eleição. Respondeu a um pedido do partido e se comportou como um estadista. É um orgulho para os tucanos”, disse.

Oposição. A bancada do PSDB na Câmara dos Vereadores, que é parte da base de sustentação do governo Gilberto Kassab (PSD), irá migrar para a oposição com a chegada do petista Fernando Haddad ao poder. De acordo com o vereador, a bancada já está preocupada com o possível “aparelhamento” da prefeitura. “O PSDB agora está na oposição, uma oposição fiscalizadora. Estamos preocupados com o aparelhamento da máquina, que é uma tendência do PT”, disse.

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