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Após deixar PSDB, Walter Feldman se aproxima de Marina Silva

Jennifer Gonzales

01 de setembro de 2011 | 20h31

Flávia D’Angelo e Jair Stangler, do Estadão.com.br

Após deixar o PSDB, o secretário Especial de Articulação de Grandes Eventos da prefeitura de São Paulo, Walter Feldman, tenta uma aproximação com a ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva. Feldman, assim como Marina, está sem partido e pretende continuar assim. “Vou fazer um gesto ousado”, disse ao Estadão.com.br.

Feldman atualmente está em Londres para observar como os ingleses se preparam para as Olimpíadas de 2012. Ele afirma que quando terminar seu trabalho lá não vai continuar na administração municipal e pretende retomar seu mandato na Câmara dos Deputados.

Prevê que o PSDB vai tentar reaver o mandato na Justiça, mas acredita que está protegido pela legislação eleitoral, que garante o mandato para seu ocupante em caso de divergência ideológica com o partido.

Feldman, que foi fundador do PSDB, repetiu as mesmas críticas à legenda que já havia feito quando anunciou sua saída: que o partido deixou suas raízes de lado e caiu na vala comum dos demais partidos. Cita Franco Motoro como o ideal tucano e lembra seu slogan: “longe das benesses do poder, mais perto do pulsar das ruas.”

Descartou ingressar no PSD, legenda que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, está criando. Vê como mais um partido comum no atual espectro político. Para ele, não faria sentido sair do PSDB para ingressar em outro partido que adote as mesmas práticas. Por isso, o movimento criado por Marina Silva ao deixar o PV surgiu como opção.

Segundo o secretário, que encontra Marina nesta sexta, se ela consentir, está disposto a ajudá-la na contrução de seu projeto. Feldman elogia o movimento, que entre outras coisas, quer reinserir princípios éticos na política. Avalia como positivo o processo adotado por ela e seus aliados para construir o movimento. Entende que ela não assume para si o papel de figura central desse processo e que um novo partido, quando surgir, será o resultado dessa aglutinação de forças – algo parecido com o que já foram PT e PSDB um dia.

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