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Apoio do PR ao governo não é mais incondicional, diz líder na Câmara

Bruno Siffredi

03 de agosto de 2011 | 17h10

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

A saída do PR do bloco do governo reduz o poder de fogo do Planalto no Senado. Com seis senadores a menos, o bloco governista, liderado pelo PT, passa a contar com 24 integrantes comprometidos a votarem alinhados com a presidente Dilma Rousseff. O grupo também perde força diante do bloco da maioria, encabeçado pelo PMDB, que comanda 28 parlamentares. O líder da bancada, Magno Malta (ES), formalizou nesta quarta-feira, 3, o pedido de saída do PR do bloco governista e esclareceu que os seis senadores do partido não serão mais orientados pelo líder do PT, Humberto Costa (PE). Segundo Malta, o PR, agora, dará “apoio crítico” ao governo.

Malta esclareceu que o partido continuará apoiando a presidente Dilma Rousseff, mas não garantirá apoio incondicional às votações de interesse do governo no Senado. Nessa hipótese, o senador Blairo Maggi (PR-MT) pode retomar a postura ofensiva contra o texto do Código Florestal defendido pelo governo, enquanto Clésio Andrade (PR-MG) deve ressuscitar as críticas ao projeto do trem-bala Rio-São Paulo, ao qual o mineiro se opõe. No entanto, por fidelidade ao governo, Clésio votou a favor da medida provisória relativa ao trem-bala.

O bloco de apoio ao governo conta, agora, com PT, PCdoB, PDT, PSB e PRB, e ficou menor que o bloco liderado pelo PMDB, que agrega, ainda, PP, PSC, PMN e PV. De outro lado, quando o senador João Ribeiro (TO) retornar da licença, a bancada do PR terá sete integrantes.

Isonomia. Além de proclamar a independência da bancada no Senado, esclarecendo que votarão com o governo somente quando concordarem com essa orientação, Magno Malta também cobrou que o PMDB tenha tratamento igual. Ele defendeu uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no Ministério da Agricultura, comandado pelo peemedebista Wagner Rossi.

“A presidente é Dilma, ela que tem de dizer porque, por uma notícia de jornal, demitiu todo mundo (do PR). Todo tratamento tem de ser isonômico. Pau que dá em Chico também tem de dar em Francisco. Porque a imprensa não força a barra para ter uma CPI também na Agricultura?”, protestou o líder do PR.

Lixo. Na terça-feira, 2, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), presidente do PR e ex-ministro dos Transportes, afirmou em discurso no Senado que seu partido “não é lixo para ser varrido da administração pública”. Em tom de indignação, ele enfatizou que o PR possui as mesmas qualidades e defeitos dos demais partidos políticos e saiu em defesa de seus filiados.

A ‘faxina’ determinada por Dilma no Ministério do Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já levaram à demissão de 27 servidores envolvidos com as denúncias de corrupção.

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