As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Brasil e Venezuela: apenas negócios

Armando Fávaro

26 de março de 2010 | 09h47

Por Wilson Tosta

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, afirmou na quinta-feira, dia 25 de março, no seminário “Segurança Internacional: perspectivas brasileiras, o cenário global”, na Fundação Getúlio Vargas, que o Brasil tem interesses “extraordinários” na Venezuela: com o país de Hugo Chávez, os brasileiros têm o seu maior superávit comercial, além de muita empresas brasileiras investirem lá. “Outros países têm visão diferente da Venezuela”, afirmou, irônico, referindo-se, evidentemente, aos Estados Unidos, embora sem mencioná-los. “Por que será? Será que é porque deixaram de exercer a hegemonia comercial, que exerciam antes?”

O diplomata aposentado destacou três fatores importantes para o País no campo econômico externo: exportações, a ação de empresas de engenharia civil e investimentos internacionais de companhias brasileiras. “A Vale é a terceira maior empresa do Canadá”, disse. As afirmações contradizem uma das principais acusações sofridas pelo Itamaraty: a de estar desenvolvendo uma política externa ideológica, por sua proximidade com Chávez e os presidente Evo Morales (Bolívia) e Fernando Lugo (Paraguai).