Em debate do ‘Estado’, PT e PSDB dizem que vão adotar ficha limpa
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Em debate do ‘Estado’, PT e PSDB dizem que vão adotar ficha limpa

Camila Tuchlinski

10 Maio 2010 | 10h21

Por Rodrigo Alvares

O Estadão promoveu na manhã desta segunda-feira um debate programático entre os presidentes do PSDB e do PT. O tucano Sérgio Guerra insistiu na defesa da paternidade da estabilidade econômica e dos programas sociais, enquanto José Eduardo Dutra buscou ressaltar o aperfeiçoamento desses mecanismos por parte do governo Lula e em como a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, pode manter o que foi conquistado.

DEBATE29
Ambos assumiram compromisso de adotar o ficha limpa para candidatos de seus partidos. Foto: Hélvio Romero/AE

Guerra acusou o PT de aparelhar o Estado, mas Dutra afirmou que o PSDB está “radicalizando a campanha”, especialmente na internet. Ambos assumiram o compromisso de adotar o ficha limpa, independentemente da aprovação pelo Congresso, na escolha de seus candidatos neste ano. A plateia riu, mas os dois insistiram no tema.

Abaixo, o minuto-a-minuto do debate:

12h04 – Sérgio Guerra defende que o TCU funcione “de fato”. Dutra afirma que a fiscalização do TCU é importante, mas questiona o poder do tribunal de paralisar obras. “O TCU é um órgão auxiliar do Congresso Federal”, completa.

11h56 – Pergunta do internauta: “Por que o PSDB e o PT não fazem como o PV e não aplicam um projeto de ficha limpa entre seus candidatos?”. Ambos dizem que não vão aceitar políticos de ficha-suja e assumem o compromisso de adotar a proposta indepentemente do Congresso. A resposta provocou risos na plateia. Mas ambos voltaram ao tema depois.

11h53 – “Essa criminalização da doação legal é o que acaba estimulando o caixa 2 nas campanhas”, afirma Dutra. “Todas as grandes empreiteiras deste País já doaram para todos os partidos.”

11h51 -Dutra: “Todos os partidos que estão na base do nosso governo participaram do governo anterior”. “Eles eram mais competentes do nós para enterrar CPIs”.

11h50 – “Não vamos trocar cargos no governo por apoio de quem quer que seja, responde Guerra.

11h48 – Julia Duailibi: “A maioria das crises foi criada pelas bases, o PSDB está cortejando os partidos da base, incluindo o PSC de Joaquim Roriz. Estamos voltando aos vícios retrógrados para conquistar tempo na TV?”.

11h45 – Dutra: “Não é o fato de não concordarmos sempre com a imprensa não quer dizer que vamos cerceá-la”.

11h42 – “Eles desidrataram o Ciro”, respondeu Guerra. “Eu acho impressionante como o PSDB resolveu tomar as dores do Ciro”, retrucou Dutra.

11h39 – Pergunta do internauta: “Por que o PT trabalhou para aniquilar a candidatura de Ciro Gomes?”. “Isso não é verdade. O Ciro e o PSB tinham uma visão diferente”, respondeu o presidente do PT. “Não tivemos nenhuma ação para inviabilizá-lo. Reconheço em Ciro qualquer possibilidade de concorrer a um cargo no Brasil”.

11h37 – “O governo anterior nunca fez nenhuma declaração a respeito dos direitos humanos. O governo anterior recebeu o (ex-presidente do Peru) Alberto Fujimori”, respondeu Dutra. Ele admitiu problemas na condução do PNDH-3.

11h34 – Guerra responde a Dutra mencionando os exemplos dos direitos humanos em Cuba e Venezuela. “No caso do Irã, é uma atitude isolada do presidente”. “Liberdade de imprensa, o PT não gosta. Está lá no Plano de Direitos Humanos”, depois dessa declaração ele foi aplaudido pela plateia, a primeira manifestação espontânea dos presentes.

11h29 – Dutra responde que depois que Lula assumiu, as exportações aumentaram, inclusive para países os quais o Brasil nunca vendeu. No meio da resposta, ele provoca Guerra citando o bordão de Lula: “Nunca antes nesse País um presidente visitou alguns países”.

11h27 – Malu Delgado pergunta se há diferenças entre a política externa dos governos do PT e do PSDB.

11h25 – “Nós não fomos para a rua pedir o impeacment de Lula. Nós não embarcamos nessa”, diz Guerra.

11h24 – Guerra: “Nas questões centrais do País, nós nunca vacilamos. O PT vacilou”.

11h22 – Julia Duailibi questiona a radicalização da campanha citando as últimas representações do TSE. Guerra afirma que Dilma fez campanha antecipada: “A ministra Dilma não sairia de 5% para 20% se não tivesse feito campanha antes da hora”. O tucano aproveita para responder a Dutra: “No Plano Real, o PT fez o diabo. O PSDB nunca foi contra os programas sociais, ele os inventou. Todas as crises do governo Lula nos últimos anos fora criadas pela sua base”.

11h18 – “O Minha Casa, Minha Vida e o PAC são a cara da Dilma. Quem achar que a eleição vai ser fácil, vai quebrar a cara”, adianta Dutra.

11h17 – Dutra: “A oposição tem trabalhado sim na desqualificação da nossa candidata. Não estou falando dos sites clandetinos, mas de sites criados por tucanos para desqualificar a candidata Dilma”.

11h15 – “Bordão de Lula ‘Nunca antes nesse País é falso. Diz que Dilma tinha liderança e autoridade no governo. Agora como pré-candidata não está com argumentos suficientes do nosso ponto de vista”, afirma Guerra.

11h12 – Pergunta do internauta a Sérgio Guerra: “Serra disse hoje em entrevista a uma rádio que o PT é um notório partido de aparelhamento. Isso mostra que a campanha será agressiva?”.Guerra responde que Serra não fará campanha agressiva. O PT é o partido do aparelhamento”. “Você foi a favor do Plano Real, Dutra?”, questionou o tucano. “Eu não era parlamentar à época”, respondeu. “Vocês criaram o fator previdenciário”, retrucou o petista.

11h09 – Dutra responde que o PT defende a difusão de mecanismos populares para a participação maior dos brasileiros.

11h06 – Pergunta do internauta: “O PT pretende instalar um governo socialista no Brasil?”.

11h03 – Malu Delgado pergunta a Dutra sobre ajuste fiscal e a necessidade de ajustes na Previdência. Dutra responde que não está nos planos para o futuro governo a proposição de uma reforma previdenciária. Guerra responde que “o governo Dilma não vai fazer reforma previdenciária, tributária e política”.

11h01 – A construção do primeiro petroleiro do Brasil gera atrito entre os dois. Dutra afirma que o primeiro navio fabricado ao mar, mas Guerra brinca ao dizer que “o navio ainda não está navegando”.

10h59 – Guerra afirmou que a questão dos aposentados está muito mal conduzida. “Quem tem de dizer se caixa para o aumento é o governo”.

10h58 – Julia Duailibi questiona se o PSDB não caiu em contradição ao defender o aumento aos aposentados, mas Guerra prefere responder às argumentações de Dutra sobre o aparelhamento da Petrobrás.

10h56 – “Eu tive a honra de ser escolhido pelo presidente Lula para dirigir a Petrobrás. E mudamos 60% dos editais”, responde Dutra. “A retomada do crescimento deste País é obra deste governo”.

10h54 – Dutra, que foi presidente da Petrobrás, rejeita tese de aparelhamento do governo e “república sindical”.

10h51 – “O evento da CPMF não bem como o senador Guerra”, fala Dutra. Durante sua fala, o tucano recebe um bilhete de uma das assessoras do evento. Dutra diz que a oposição – no sentido de criar problemas – rejeitou a CPMF.

10h49 – Sérgio Guerra cobra posicionamento de Dilma Rousseff a respeito do Plano Nacional de Direitos Humanos.

10h48 – “O pessoal quer sempre olhar para trás. Quando o PT venceu a eleição, foi buscar um tucano para o Banco Central. Criamos essa política econômica que está aí”.

10h46 – Ao falar sobre a CPMF, Guerra diz que “colaboramos com esse governo o tempo todo”. Dutra faz sinal negativo com a cabeça durante o discurso de Guerra.

10h44 – “Nós nunca ameaçamos bater no presidente da República, como aconteceu com o Lula”, afirma Dutra. “A oposição atenuou o discurso”. “Nossa oposição nunca foi incisiva. Nós nunca caímos na tentação da radicalização”, responde Guerra.

10h41 – Malu Delgado: “O senhor vê de fato um discussão programática entre os partidos ou se é apenas uma retórica eleitoral de José Serra”.

10h39 – Julia Duailibi pergunta a Guerra se há espaço para as duas legendas trabalharem juntas. O senador tucano responde que o “PSDB não faz aparelhamento do Estado”. Ele garante que Serra vai buscar os melhores quadros, independentemente de partido, como fez no Ministério da Saúde.

10h36 – “Nós orgulho do nosso governo”, diz Dutra.

10h34 – Hoje nós chegamos ao oitavo ano de mandato do presidente Lula, que é o mais aprovado na história deste País”. “Não se pode confundir política monetária com política econômica”. “A política econômica não foi mera continuidade”, ressalta.

10h32 – O PT é um partido que mudou muito nesses 30 anos”, afirma Dutra. “Tivemos gestões que respeitaram o dinheiro público, como o Orçamento Participativo”.

10h28 – Ao tomar a palavra, José Eduardo Dutra ressalta que “hoje nós temos uma oportunidade de debater ideias”. Temos nos esforçados em debater os projetos de cada governo. Não vou adotar o caminho da desqualificação. Não vamos enveredar pelos ataques pessoais. Até porque o partido foi muito vítima disso”.

10h26 – “Muitas e muitas vezes, esse governo que está aí, votamos junto com o governo. Inclusive apoiamos o candidato do PT ao Senado. Nós não aparelhamos nada”, diz Guerra. A oposição acusa o PT de aparelhar o governo.

10h23 – “O presidente Lula não caiu na tentativa de continuar. Muito pelo contrário: lançou uma candidata que está concorrendo legitimamente”, alfineta.

10h18 – Guerra começa sua fala ressaltando o desempenho econômico do governo de Fernando Henrique Cardoso. “Governamos o País com competência”, afirma. “Quando fizemos o Plano Real, sabíamos que uma política para médio e longo prazo. O País precisa de continuidade”, continua.

10h15 – O Estadão promove, nesta segunda-feira, o debate entre os respectivos presidentes do PT e do PSDB, José Eduardo Dutra e Sérgio Guerra. O encontro é mediado pelos jornalistas Julia Duailibi, Malu Delgado e Roberto Godoy.

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