Antônio Reguffe, o deputado federal mais votado do Brasil (18,9% no DF)
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Antônio Reguffe, o deputado federal mais votado do Brasil (18,9% no DF)

Rafael Mafei Rabelo Queiroz

04 Outubro 2010 | 23h07

Leandro Colon / BRASÍLIA

Nome: José Antônio Reguffe
Idade: 38 anos
Profissão: Jornalista
Trajetória: Tentou, sem sucesso, uma vaga na Câmara Distrital em 1998 e 2002. Conseguiu vencer pela primeira vez em 2006, com 25 mil votos. Vai estrear como o deputado federal mais bem votado proporcionalmente em todo o País.

Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Um em cada cinco eleitores de Brasília votou em José Antônio Reguffe (PDT) para deputado federal, proporção recorde no País – com 1,3 milhão de votos, o palhaço Tiririca (PR) ficou com 6%, bem abaixo dos 19% do pedetista. Em 2006, quem conseguiu o feito de Reguffe foi Ciro Gomes (PSB), eleito deputado no Ceará, com 16%.

Celebridade nas ruas de Brasília, Reguffe deixa agora de ser uma figura da arranhada política local – é deputado distrital em primeiro mandato – para tentar ocupar a “bancada dos éticos” da Câmara dos Deputados. Com o discurso da moralidade em meio ao escândalo de corrupção no Distrito Federal, conseguiu 266 mil votos no domingo. Se estivesse em São Paulo, estaria entre os cinco mais votados do maior colégio eleitoral do País.

Ontem, em meio à euforia do resultado, já fez anúncio como deputado eleito: vai abrir mão da verba indenizatória mensal de R$ 15 mil, do auxílio moradia de R$ 3 mil e dos salários extras e promete reduzir o uso de assessores. “Esse foi o meu compromisso com os eleitores e vou cumpri-lo”, disse. São atitudes semelhantes às tomadas como deputado distrital, que lhe renderam provocações dos adversários e acusações de ser demagogo.

Carioca de 38 anos e filho de um almirante da Marinha, Reguffe ficou conhecido no fim dos anos 90 por fazer campanha na porta de colégios, faculdades, bares e restaurantes de Brasília. Não obteve sucesso em 1998 e 2002, mas chegou à Câmara Distrital em 2006, com 25 mil votos.

Depois, comprou briga com os colegas, que o criticam por abrir mão das benesses da Casa. Diz ter economizado R$ 3 milhões aos cofres públicos. É uma figura isolada: mantém relação apenas cordial com os petistas. Embora seja do PDT, aliado do PT no plano nacional, não votou em Dilma Rousseff. “Votei na Marina Silva.” Reguffe chega à Câmara com a segunda maior votação da história do DF para deputado federal. Só perde para o ex-governador José Roberto Arruda, eleito em 2002 com 324 mil votos (26%). Formado em Economia e Jornalismo, é solteiro e mora com a mãe numa casa no Lago Sul, seu comitê de campanha. Ele garante que gastou R$ 143 mil para se eleger. E avisa: quer brigar por uma reforma política na Câmara.

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