Antes de lançar Mercadante, PT busca acordo com Suplicy
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Antes de lançar Mercadante, PT busca acordo com Suplicy

Jennifer Gonzales

24 de março de 2010 | 09h00

Por Clarissa Oliveira

O PT já conseguiu formar até a base para uma coligação, começou a discutir o nome do vice, mas ainda não pode lançar oficialmente o senador Aloizio Mercadante (SP) ao governo de São Paulo. Antes disso, precisa afinar o discurso com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que em função de uma janela aberta pelo próprio comando partidário se transformou em pré-candidato formal ao Palácio dos Bandeirantes.

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Foto: Ed Ferreira/AE

Quando decidiu abraçar a ideia de tentar trazer o deputado Ciro Gomes (PSB) para a disputa em São Paulo, o PT empenhou-se em não constar como refém do parlamentar. Anunciou que aceitaria o registro de pré-candidaturas de quem conseguisse obter o endosso de 1% dos filiados no Estado. Seriam necessárias, então, 2.970 manifestações de apoio. A maioria desconsiderou o aviso.

Alguns parlamentares ligados a Fernando Haddad até anunciaram que buscariam apoio. Mas Suplicy cumpriu todas as etapas para o registro. Por onde passava, levava algumas folhas para pedir o apoio de colegas de partido. E fazia questão de deixar bem claras as regras: “Vocês podem assinar a minha ficha e a de outros candidatos também”, dizia. Suplicy  entregou mais de 3.500 assinaturas ao formalizar sua pré-candidatura.

Agora, o senador resiste em retirar automaticamente seu nome da disputa. Costuma se queixar, por exemplo, de não ter sido chamado para o ciclo de sabatinas que o PT paulista realizou com potenciais candidatos. Avisa que está aberto ao diálogo, mas diz querer ser ouvido pelo partido e exige dos colegas “respeito” a sua intenção de concorrer.

Alguns dizem que, dada sua amizade com Mercadante, Suplicy até já teria avisado ao colega que não será um obstáculo. Ainda assim, o comando petista decidiu que vai dedicar os próximos dias à negociação de um acordo. De qualquer forma, há sempre alguém disposto a lembrar que Suplicy já disputou uma prévia com nada menos do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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