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Angela Guadagnin foi alvo de campanha difamatória, diz assessor

Jennifer Gonzales

23 de março de 2011 | 13h20

Jair Stangler, do Estadão.com.br

Embora a vereadora e ex-deputada federal Angela Guadagnin tenha optado por não conceder entrevista ao Estadão.com.br por conta dos cinco anos da “dança da pizza”, seu chefe de gabinete, José Oliveira, enviou o e-mail transcrito abaixo, justificando as razões para que Angela não se pronunciasse.

De acordo com ele, o mensalão foi “uma farsa articulada pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB) em conjunto com os dois principais partidos de oposição ao governo Lula (PFL e PSDB) com o apoio da mídia tradicional.” Segundo ele, esse movimento explorou uma manifestação espontânea de Angela Guadagnin e a elegeu como “ícone nacional da corrupção.”

Oliveira lembra que Angela nunca havia respondido a qualquer processo disciplinar e nem foi citada no caso do mensalão. Diz que a deputada não foi reeleita para a Câmara em 2006 em razão da “campanha de difamação promovida pela mídia” naquele ano, mas destacou que “no ano de 2008, o povo joseense a conduziu democraticamente ao cargo de vereadora em São José dos Campos.”

Leia abaixo a íntegra do e-mail:

“Nós do Partido dos Trabalhadores, temos claro que o chamado “mensalão” de 2005 foi uma farsa articulada pelo então deputado Roberto Jefferson em conjunto com os dois principais partidos de oposição ao governo Lula (PFL e PSDB) com o apoio da mídia tradicional. Essa farsa tinha como objetivo atingir o governo do presidente Lula e impedir sua reeleição em 2006, para impedir as transformações sociais pelas quais passa o nosso país. Tanto ficou clara a farsa, que o denunciante foi cassado por não ter conseguido provar a denúncia.  

Porém, a falcatrua foi tão grande que, na firmeza de seus propósitos repugnáveis, os articuladores desse desserviço a nação foram até as últimas consequências para tentar alcançar seus objetivos espúrios, denegrindo a imagem daqueles que advogavam em favor desses projetos, chegando ao cúmulo por exemplo de cassar o mandato do deputado José Dirceu sem nada provar contra ele.  

Como fruto dessa ação nefasta, esse movimento explorou uma manifestação espontânea da então deputada Angela Guadagnin, que nunca sofreu nenhum processo disciplinar em seus mandatos, por comemorar a primeira absolvição do colegiado da Câmara a um dos acusados pelos mentores do golpe, o deputado João Magno. A deputada Angela não apenas nunca havia respondido a qualquer processo disciplinar como sequer foi envolvida nas denúncias dessa malfadada campanha.  

Seu único crime, durante aqueles sete anos no exercício do mandato de deputada federal, era agir com isenção no Conselho de Ética da Câmara, na defesa do Estado democrático de direito, não fazendo pré-julgamento, possibilitando a ampla defesa e o contraditório que são consagrados através dos Direitos Universais da Pessoa Humana. Somente por essa postura, esse movimento a elegeu o ícone nacional da corrupção. 

Porém a voz do nosso povo brasileiro falou mais alto ao se recusar a cair nessa armadilha e através do voto, reconduziu o operário Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da Republica. Infelizmente, o mesmo não ocorreu naquele momento com a deputada Angela, devido à campanha de difamação promovida pela mídia naquele momento. Mas, no ano de 2008, o povo joseense a conduziu democraticamente ao cargo de Vereadora em São José dos Campos. 

Face ao exposto, acredito ter lhe respondido os motivos pelos quais a vereadora não se pronunciará sobre o assunto. 

Sem mais,

Saudações!

JOSÉ OLIVEIRA

Chefe de gabinete da Dra Angela Guadagnin e Secretário Geral do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de São José dos Campos