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Aliança PSB-PSDB em São Paulo seria ‘poligamia’, diz Feldman

Lilian Venturini

29 de novembro de 2013 | 17h10

Marineiros sobem o tom contra eventual apoio ao governador Geraldo Alckmin

Pedro Venceslau

Um dos principais operadores políticos da Rede, legenda “clandestina” criada pela ex-ministra Marina Silva, o deputado federal Walter Feldman (PSB) disse nesta sexta-feira, 29, que uma eventual aliança do PSB com o PSDB em São Paulo seria uma “poligamia explícita”.

Partido do governador pernambucano Eduardo Campos, que deve disputar o Palácio do Planalto em 2014, o PSB, que acolheu a Rede, tinha um acordo praticamente fechado com os tucanos para apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin no Estado. Mas com a entrada de Marina na agremiação, a aliança passou a ser bombardeada pelos marineiros, que defendem uma candidatura própria.

“Apoiar o Geraldo seria uma poligamia explícita, já que o PSDB terá um candidato presidencial (Aécio Neves) e o PSB outro. Nós entraríamos na campanha com duas posições acumuladas”, disse Feldman ao Estado.
Dirigentes do PSB da Rede estão enfrentando em São Paulo o maior foco de tensão entre os dois grupos.

Os tucanos paulistas esperavam que o anúncio do apoio dos “socialistas” fosse anunciado na próxima segunda-feira, 2, na capital paulista durante uma visita que Campos fará ao governador Alckmin.

Principal defensor dessa tese, o deputado Márcio França, presidente do diretório paulista do PSB, seria anunciado como candidato a vice na chapa do PSDB. Mas por pressão de Marina, a decisão foi adiada para depois do carnaval. “A perspectiva de candidaturas própria é muito promissora”, completa Feldman.

O secretário geral do PSB paulista, Wilson Pedro da Silva, rebate afirmando que o caminho do partido está “90% fechado com o Alckmin”. “Somos nós que temos votos no congresso do PSB, que tomará essa decisão. Estamos costurando esse acordo faz tempo. É complicado um grupo chegar agora e dizer que não será assim”, disse.

Reservadamente, dirigentes da Rede dizem que diante da imposição de uma eventual aliança do PSB com o PSDB em São Paulo, o grupo pode até fazer campanha para um candidato de outro partido. Para tentar minar a proposta, Feldman diz que estaria disposto a abrir de mão de ser candidato. “O Márcio França seria um bom nome para compor uma chapa com a Luiza Erundina”.

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