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Alckmin evita comentar ligação de secretário com doações eleitorais de empresa do cartel

Para governador, e-mails que apontam atuação de Marcos Penido, da Habitação, intermediando repasses para a disputa eleitoral de 2012 são 'vazamento seletivo'

Lilian Venturini

15 de julho de 2014 | 16h53

Ricardo Chapola

O governador Geraldo Alckmin evitou nesta terça-feira, 15, comentar a notícia de que o secretário estadual de Habitação, Marcos Rodrigues Penido, teria intermediado doações eleitorais feitas pela empresa Tejofran para o PSDB na disputa municipal de 2012.

“Não seria apropriado comentar um vazamento seletivo, oportunista, de uma investigação que está sob sigilo”, disse o tucano.

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta terça revelou uma troca de e-mails entre dirigentes da empresa na qual eles citam Perino enquanto discutem o depósito de uma quantia nas contas do partido. A Tejofran é uma das multinacionais investigadas por formação de cartel no setor metroferroviário na capital.

“O Estado de São Paulo investiga doa a quem doer. Isso nós fazemos permanentemente”, afirmou o governador depois de ser questionado se demitiria o secretário.

Nas mensagens trocadas pelos empresários, eles tratavam de duas contribuições de R$ 25 mil da Tejofran às campanhas de prefeitos e vereadores em 2012. À época, Penido era diretor técnico da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Ele foi promovido a secretário em abril deste ano.

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