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Alckmin diz que gostou do debate e que na TV terá 40% do tempo

Ricardo Chapola

13 de agosto de 2010 | 17h19

Por Brás Henrique, de Sertãozinho

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que gostou do debate na TV Bandeirantes, na noite de anteontem (12), apesar dos ataques de seus adversários. “Acho que foi importante, eu participo sempre de todos os debates”, disse o tucano, que considerou até natural os ataques dos rivais devido à distância que abriu sobre seus concorrentes nas principais pesquisas de opinião pública. “Faz parte do processo”, comentou Alckmin, ontem (13), em Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, onde caminhou por quase uma hora pelo centro. O tucano disse que o tempo era curto para responder aos ataques, mas que se isso se repetir no horário eleitoral gratuito, na TV, ele terá mais tempo.

“É claro que no três contra um você não tem o mesmo tempo para poder falar, mas foi muito bom, e gostei muito (do debate)”, comentou o tucano, garantindo que está empolgado com sua campanha e que tem encontrado boa receptividade da população nas ruas das cidades paulistas. Alckmin informou que sente a campanha crescendo e a receptividade “calorosa”. Disse que continua seu trabalho com humildade e logo cedo, ontem (13), visitou Santa Bárbara d’Oeste, e no final da tarde foi para Araraquara. O tucano, que no debate chegou a citar uma aliança do “petismo com o malufismo”, esquivou-se de traçar quais seriam as semelhanças entre eles: “Eles é que têm que explicar a aliança, né?”

Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomanno (PP) e Paulo Skaf (PSB) foram os mais enfáticos nas críticas aos tucanos à frente do governo paulista e Alckmin destacou que, no rádio e na TV, a partir de quarta-feira (18), quando começa o horário eleitoral gratuito para governador, ele terá o maior tempo: “Vamos ter 40% do tempo”, lembrou ele. Alckmin deixou a entender que falará de suas propostas, mas que usará parte do tempo, se necessário, para se defender dos ataques dos rivais e apontar as conquistas dos tucanos à frente do governo de São Paulo.

O candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes, que o acompanhou no interior, e também assistiu o debate na plateia, na TV Bandeirantes, aprovou a participação de Alckmin no embate. “Acho que o Alckmin saiu-se muito bem, como era de se esperar, pelo seu conhecimento dos programas do Estado, pela clareza das suas propostas, e a tranquilidade dele ao debater”, disse Nunes. “E na avaliação que os jornais de hoje (ontem-13) mostram, o chamado pós-debate, ele (Alckmin) ganha disparado dos demais”, emendou Nunes.

Se os adversários irão ou não continuar a estratégia de ataques aos governos tucanos nos últimos anos no horário eleitoral gratuito pela TV, Nunes procurou não se aprofundar. “Não sei, eu não conheço a estratégia dos demais, eu sei da nossa estratégia, que é fazer uma campanha positiva, mostrando os avanços que nós tivemos no governo do PSDB e aquilo o que vamos fazer daqui para a frente”, concluiu Nunes.

Na visita a Sertãozinho, Alckmin visitou rapidamente o prédio da Fatec, antes de fazer a caminhada pelo comércio no centro. Estava acompanhado de políticos da região, inclusive do prefeito da cidade, Nério Costa (PPS), que apoia o tucano, além do presidenciável José Serra. Porém, Costa disse que, como anfitrião, irá receber todos os candidatos que passarem pelo município. Isso já ocorreu no mês passado, quando Costa acompanhou Mercadante em sua passagem por Sertãozinho. Indagado se acompanharia até a visita do nanico Levy Fidélix (PRTB), ele respondeu que não sabia se o presidenciável teria Sertãozinho em sua agenda.

Numa doceria, Alckmin vestiu a camisa do Sertãozinho Hóquei Clube, time da cidade que já conquistou 16 títulos brasileiros e três sul-americanos de hóquei sobre patins. Disse que o esporte é bom e importante, porque educa, faz bem à saúde e ensina a ter espírito de equipe e a ganhar e a perder. Mas ao ser questionado se arriscaria um embate numa quadra de hóquei sobre patins contra os rivais na disputa pelo governo, Alckmin mostrou bom humor. “Não, eh, coitado de mim, meu tempo era o do ‘beque de avanço'”, sorriu ele, referindo-se ao futebol, que praticou no passado.

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