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Alckmin deve manter agência de fomento para pequenas e médias empresas

Armando Fávaro

12 de novembro de 2010 | 13h03

André Mascarenhas

Uma das vitrines da política de desenvolvimento do ex-governador José Serra (PSDB), a Agência de Fomento Paulista (ou Nossa Caixa Desenvolvimento) deverá ter um “papel extremamente importante” no governo do eleito Geraldo Alckmin. A avaliação é do presidente da entidade, Milton Luiz de Melo Santos, que espera emprestar R$ 400 milhões para pequenas e médias empresas em 2011.

A conclusão vem no momento em que o governo federal discute qual deve ser o papel no pós-crise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que expandiu suas operações nos últimos anos para compensar a retração do mercado de capitais após a crise global.

Com pouco mais de um ano de funcionamento efetivo, a Nossa Caixa Desenvolvimento já desembolsou R$ 200 milhões para empresas com faturamento anual entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões. A previsão de desembolso para o próximo ano, somada aos empréstimos concedidos em 2009 e 2010, totaliza os R$ 600 milhões já integralizados ao banco, que tem a autorização do Banco Central para operar com até R$ 1 bilhão.

Para Milton, a tendência em dobrar o volume emprestado em 2011 deve-se à consolidação da agência, que saltou de 50 para 116 colaboradores entre março de 2009 e outubro de 2010. A Agência de Fomento Paulista foi criada após a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, negócio que disponibilizou os recursos necessários para a operação. Segundo o presidente da instituição, a entidade funciona como uma “ferramenta de política pública importantíssima para o desenvolvimento do Estado”.

Milton explica que o conselho da Nossa Caixa Desenvolvimento conta com representantes das secretarias estaduais da Fazenda, de Desenvolvimento, de Economia e Planejamento, de Agricultura e Abastecimento e do Emprego e Relações do Trabalho. O objetivo, segundo ele, é promover a integração da estratégia de crescimento do Estado. Questionado sobre o papel que a agência terá no futuro governo, o presidente lembra que Alckmin foi presidente do conselho durante sua passagem pelo secretariado de Serra. “Tenho a convicção de que a agência terá um papel muito importante no novo governo”, resume.

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