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Alckmin defende prévias no PSDB para prefeitura de SP

Bruno Siffredi

20 de julho de 2011 | 17h18

Gustavo Uribe, da Agência Estado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), uniu-se nesta quarta-feira, 20, ao presidente municipal do PSDB em São Paulo, Julio Semeghini, na defesa de consultas primárias para a escolha do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo em 2012. O governador salientou que a democracia começa “dentro dos partidos” e ressaltou que quanto maior for a consulta, melhor será a decisão da legenda. “Eu acho que, a primária ou a prévia, quanto mais você amplia a consulta, melhor é a decisão. Legitima quem sai candidato”, afirmou, após participar de cerimônia de sanção de lei que autoriza a concessão de incentivos fiscais para o Estádio do Corinthians. “E quem não for escolhido, teve a oportunidade de disputar e tem o dever moral de apoiar”, acrescentou.

O governador confirmou que reuniu-se com o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, e que, no encontro, ele manifestou o interesse de se lançar pré-candidato para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). O governador foi evasivo, contudo, quando perguntado se o tucano é um bom nome para a disputa municipal. “Nós temos ótimos nomes, mas esse é um tema para 2012, só para o ano que vem”, respondeu. “Ele foi tomar um café e disse que quer ser um pré-candidato, agora esse é um tema que cabe ao partido decidir e ele só deve discuti-lo no ano que vem”, afirmou.

Com a chancela do ex-governador José Serra, o secretário estadual informou o seu interesse em entrar na disputa na última segunda-feira, 18, numa reunião que, oficialmente, trataria de iniciativas para a divulgação da cultura italiana no Estado de São Paulo.

A expectativa é de que o tucano comunique oficialmente ao partido a sua pré-candidatura no início de agosto. Além de Matarazzo, o deputado federal Ricardo Tripoli já entregou ao comando municipal do PSDB assinaturas de delegados da sigla que apoiam sua intenção de concorrer à Prefeitura de São Paulo.

O governador de São Paulo, segundo aliados, tem incentivado todos os tucanos interessados a postularem a vaga, mas teria preferência pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, que já foi, inclusive, sondado por Alckmin para a disputa municipal. O neto do ex-governador Mário Covas, de acordo com tucanos, só pretende se lançar na corrida eleitoral se tiver o apoio incondicional do governador.

“Shadow Cabinet”. No evento desta quarta, o governador comemorou ainda o anúncio do comando nacional do PSDB de criar uma espécie de “shadow cabinet” (gabinete sombra) para acompanhar as iniciativas do governo federal em diversas áreas. A proposta, inspirada na tradição britânica de um gabinete ministerial de oposição, é defendida desde o início do ano pelo governador de São Paulo. “Eu sou parlamentarista, o PSDB tem em seu estatuto a defesa do parlamentarismo, e o ‘shadow cabinet’ é um instrumento da oposição no sistema parlamentarista”, afirmou. A proposta do PSDB é de acompanhar de perto as ações do governo federal, para que a oposição tenha instrumentos para fazer frente ao governo da presidente Dilma Rousseff.

“Não precisa fazer quarenta gabinetes sombra, mas ao menos uns dez, para poder acompanhar as ações do governo e fazer uma oposição madura e inteligente, não deixando o governo federal se acomodar, criticando quando precisa ser criticado, apresentando alternativas”, afirmou Alckmin. O PSDB ainda não definiu se o instrumento irá atuar na esfera da Executiva Nacional do PSDB ou do Instituto Teotônio Vilela. “O formato e as atribuições ainda serão definidos”, explicou o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira. “O nome também não deverá ser shadow cabinet”, disse.

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