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Agripino e Kassab negam acusações de Arruda

Jennifer Gonzales

18 de março de 2011 | 12h04

André Mascarenhas, do Estadão.com.br

O presidente do DEM, José Agripino Maia, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, negaram as acusações feitas pelo ex-governador do DF, José Roberto Arruda, em entrevista à revista Veja. Arruda, que foi cassado pelo envolvimento no escândalo conhecido como “mensalão do DEM”, disse à revista ter dado ‘ajuda financeira’ à cúpula do DEM.

Kassab, de acordo com Arruda, teria se comprometido em reunião com Arruda e o ex-ministro da Fazenda, Gustavo Krause, a conseguir R$ 75 mil por mês para fazer a campanha de Marco Maciel (DEM-PE) ao Senado em 2010. Em evento na Cidade Tiradentes, o prefeito de São Paulo negou que a reunião tenha ocorrido.

De acordo com Kassab, “é normal na vida pública que um assessor de um candidato venha pedir apoio para uma campanha”. O prefeito disse até sentir “remorso” em relação ao senador Marco Maciel, “porque infelizmente eu não tentei ajudá-lo e ele perdeu a eleição. Se o tempo voltasse atrás, eu teria tentado, dentro da mais absoluta ética, procurar ajudá-lo, como é normal. Eu sempre procurei ajudar os coordenadores financeiros de minha campanha”, declarou.

Sempre dizendo atuar dentro da “mais absoluta ética”, Kassab diz ter ajudado nas campanhas de José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.

As declarações de Kassab sobre a reunião para ajudar Maciel foram contraditórias. “Ele (Arruda) disse que parece que o Gustavo Krause (que assessorava o Maciel) pediu (ajuda). Eu não me recordo, sinceramente. Conheço o Gustavo Krause. São tantas as vezes que a gente se encontra. Somos companheiros de partido, amigos”, afirmou. Pressionado pelos repórteres, no entando, ele negou que a reunião tenha ocorrido e que Maciel tenha pedido ajuda pessoalmente ou através de seu assessor.

Agripino

Segundo Arruda, Agripino, que é senador pelo RN, pediu R$ 150 mil para a campanha de sua candidata à prefeitura de Natal, em 2008, Micarla de Souza (PV). “Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita”, afirmou o ex-governador do DF.

Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira, 18, Agripino atribuiu as declarações à mágoa de Arruda por ter sido expulso do partido: 

“São informações totalmente infundadas que repilo à altura. Trata-se, provavelmente, de declarações de alguém profundamente magoado com parlamentares que exigiram sua saída imediata do partido por não tolerarem seu envolvimento com improbidades, algo inadmissível no Democratas”, afirmou em nota. Ao Estado, o senador já havia negado as declarações: Refuto completamente essas declrações. Repilo isso. Ele não tem o direito de colocar inveredades.”