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Afif Domingos confirma saída do DEM e criação do PSD

Jennifer Gonzales

18 de março de 2011 | 11h43

Gustavo Uribe, da Agência Estado

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, confirmou na manhã desta sexta-feira, 18, que deixará o DEM para fundar o PSD, junto com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A declaração foi dada no Palácio dos Bandeirantes após anúncio de benefícios ao setor produtivo feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Afif almoça com Kassab nesta sexta e o prefeito de São Paulo deve anunciar sua saída do DEM na tarde de hoje. O próprio Kassab disse, em evento na Cidade Tiradents, que fará o anúncio hoje. Na noite de quinta-feira, 17, Kassab conversou com Jorge Bornhausen, um dos principais líderes do DEM.

Afif defendeu ainda que o partido a ser criado com dissidentes do DEM não integre a base de apoio do governo federal. Afif disse que a saída dele do DEM é “certa” e que discutirá em reunião hoje com o prefeito da capital  paulista, Gilberto Kassab (DEM), as diretrizes para a criação da nova legenda.

“Eu vou ter uma conversa hoje com o Kassab exatamente para poder traçar os rumos”, disse. “Agora, é uma questão de definição e não é mais hipótese. Nós vamos trabalhar sobre os fatos.” De acordo com Afif, não se cria uma nova sigla com o objetivo de aderir ao governo. “Você cria um partido para ir ao encontro da sociedade”, definiu. O vice-governador disse não saber quem se juntará a ele na agremiação, uma vez que, segundo ele, foi Kassab quem comandou os diálogos. Afif disse que acredita que, no encontro de hoje, deverá ser definida a data de criação da legenda. Ele negou que o novo partido seja um “trampolim político”.

Novo nome. Kassab também resolveu mudar o nome do partido, que havia sido batizado provisioriamente de PDB (Partido da Democracia Brasileira). O nome ventilado nessa quinta-feira, 17, por aliados do prefeito era PSD. Embora parte do grupo defendesse o uso da expressão “socialista” , numa tentativa  de atrelar a legenda a uma atuação de esquerda, outra ala avaliava que a expressão poderia criar resistência de antigos colaboradores — e doadores.

(Com informações de André Mascarenhas, do Estadão.com.br, e Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo)

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