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Aécio quer explicações de Palocci, mas com serenidade

Armando Fávaro

17 de maio de 2011 | 15h26

Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

BRASÍLIA – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta tarde que a oposição precisa ter serenidade e firmeza nos pedidos de esclarecimentos ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que multiplicou seu patrimônio 20 vezes entre 2006 e 2010. O ministro atribuiu a evolução a consultorias econômico-financeiras prestadas no período. Para Aécio, não há interesse em “desestabilizar o governo”.

“É preciso, e eu acho que o próprio ministro tem interesse nisso, que se saiba quais serviços foram prestados, quais empresas fizeram a contratação. Mas vamos aguardar com serenidade. Não é do nosso interesse criar um movimento de desestabilização do governo”, afirmou Aécio.

O tucano afirmou ter “muito respeito” por Palocci e destacou que não há vedação legal de que ele atuasse como consultor enquanto era deputado federal. Questionado se o PSDB não estava num tom mais baixo que o restante da oposição, Aécio disse se tratar de uma questão de perfil. “Cada um tem seu estilo”.

Aécio participou de uma reunião da bancada do PSDB na qual o partido decidiu subscrever uma representação para que Palocci seja investigado pela Procuradoria-Geral da República. O pedido terá as assinaturas também de DEM e PPS.

Dias. O líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR), voltou a defender que Palocci abra seu sigilo fiscal para esclarecer o caso. Atribuiu ainda à opinião pública a pressão sobre o ministro e afirmou que a oposição precisa ser responsável. “Evidente que há um movimento da opinião pública no sentido da suspeição absoluta e só esclarecimentos cabais podem acabar com essa suspeição”.

Alckmin. No evento, o governador evitou responder a perguntas sobre a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, nos últimos anos. “Eu não vou me manifestar sobre isso”, disse. “Eu acho que cabe a ele explicar”, acrescentou.

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