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Advogado diz que desconhecia teor das reuniões de Israel Guerra com clientes

Camila Tuchlinski

06 de outubro de 2010 | 13h07

Rosa Costa, da Sucursal de Brasília

O advogado Marcio Silva, que atua na campanha da presidenciável Dilma Rousseff, depôs hoje no inquérito da Polícia Federal que investiga denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. Ele é um dos donos do escritório Trajano & Silva Advogados, onde Israel Guerra, filho da ex-ministra Erenice Guerra, despachava com empresários interessados em fechar negócios com o governo. Na saída, o advogado disse que desconhecia o assunto tratado por Israel e seus clientes, já que as salas de reuniões do escritório são fechadas. “Viemos esclarecer que nós não tivemos nenhuma participação. Não sabíamos dessas reuniões e não temos nenhuma relação com as empresas citadas”, afirmou referindo-se à MTA e a outras que se beneficiaram do suposto esquema.

Sobre o fato de Israel colocar o endereço do escritório como sendo de sua empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, Márcio disse que alguns colegas advogados (o que não era o caso de Israel, que não é advogado) do Paraná e São Paulo também utilizam a estrutura quando vêm a Brasília. Ele acredita que foi citado nas investigações por ser advogado de uma campanha presidencial. “Fora isso, não há outro motivo”, reiterou. Segundo ele, as denúncias não têm nenhuma relação com o setor jurídico da campanha da petista.

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