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Advogado admite possibilidade de prisão de João Paulo Cunha; sentimento no PT é de angústia

Redação

04 de setembro de 2012 | 20h13

O Estado de S.Paulo

O advogado de João Paulo Cunha, Alberto Zacharias Toron, afirmou em entrevista à TV Estadão que há possibilidade de entrar com recurso para tentar reverter a condenação de seu cliente, um dos réus do mensalão que teve o caso avaliado na primeira fatia do julgamento. Para Toron, há possibilidade de Cunha ser preso. Ele, no entanto, sinaliza que até a redação do acórdão final, a situação do petista pode mudar.

O sentimento no PT, na ala aliada de João Paulo Cunha, é de angústia e preocupação. Rui Falcão, presidente nacional do PT, se referiu à condenação como “um golpe da oposição conservadora, suja e reacionária pela mídia e pelo poder Judiciário para destruir o partido”. No ato de lançamento do substituto de João Paulo na disputa em Osasco – o ex-secretário municipal de Governo Jorge Lapas (PT), Falcão avisou: “Não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado, ele cresce, reage”.

A reação dos petistas não reflete a mesma confiança apresentada antes de o julgamento ter sequer a data marcada. Em vídeo gravado quando ainda era pré-candidato, Cunha pede aos aliados que não desistam de dar apoio a ele na disputa. “Eu não deixo companheiros pela estrada. Quem está comigo, está comigo. (…) Esse trabalho não vai ser fácil, vai ser difícil de executar. Vocês sabem das minhas dificuldades. Se eu pudesse pedir um desejo a Deus, eu pediria para ninguém ter constrangimento ou qualquer problema comigo”.

Antes disso, o deputado afirmava que tinha certeza que seria absolvido do processo, apesar de as pessoas o condenarem independente da decisão da Justiça. Cunha explicou, em entrevista à TV Estadão em outubro de 2010, que solicitou o dinheiro ao tesoureiro do PT para o pagamento de pesquisas eleitorais pedida a ele por aliados políticos e sustentou a tese de caixa 2. “Houve de fato um problema de crime eleitoral no mensalão: o exercício de caixa 2. Isso é verdade e nós já admitimos”, justificou. Cunha ainda citou que a conta da qual retirou o dinheiro pertencia a Marcos Valério. “Mas eu não tinha obrigação de saber”, explicou.

O petista chegou a iniciar a campanha eleitoral para a Prefeitura de Osasco, mas foi obrigado a renunciar após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que analisou o seu caso e o condenou em 2 dos 4 crimes dos quais foi acusado. Um deles, o de lavagem de dinheiro, ainda espera o voto da ministra Rosa Weber.

 

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