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Adversários usam rótulos para evitar debate, diz Marina em tuitaço

Camila Tuchlinski

20 Julho 2010 | 15h07

Daiene Cardoso

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, cobrou nesta terça-feira, 20, de seus adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) uma campanha baseada em propostas e “não em ataques pessoais”. Para Marina, seus concorrentes usam a estratégia de “rotular” um ao outro para evitar o debate de ideias. A candidata participou, em São Paulo, de um ‘tuitaço’ em uma lan house em São Paulo – foi a primeira mobilização de sua campanha no Twitter.

“Quando não se quer debater, faz-se isso, rotula a pessoa dessa ou daquela coisa. Você não precisa dar explicações, basta rotular”, disse a candidata, ao comentar a acusação feita pelo vice de Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), sobre as relações entre PT e as Farc da Colômbia. “Elevar o tom no nível que estão elevando, sai do plebiscito para ver quem tem o melhor currículo e o melhor passado, para o plebiscito de quem faz mais baixaria e, nesse jogo, eu não vou entrar”, afirmou.

Marina classificou a troca de acusações de “atitude destrutiva” e disse que não permitirá que sua campanha ataque a honra de seus adversários através da “rotulagem”. “Essa forma de querer desconstruir o adversário pelo rótulo não é a melhor política”, justificou.

A candidata voltou a acusar seus adversários de extrapolar a legislação eleitoral. “Aqui, em São Paulo, o governador (Alberto Goldman) estava fazendo campanha para o governador Serra, da mesma forma que o presidente Lula tem extrapolado em relação à sua candidata”, reclamou. De acordo com Marina, o uso da máquina pública na campanha ocorre pela “falta de capacidade” dos cabos eleitorais de seus adversários em conciliar o direito de fazer campanha e a preservação das instituições públicas. “A regra é para todos”, cobrou.

Após deixar uma mensagem aos “tuiteiros” simpatizantes de sua campanha numa lan house,  Marina percorreu a Rua Augusta até a avenida Paulista, na cidade de São Paulo, cumprimentou eleitores e distribuiu panfletos. Entre abraços, beijos e conversas rápidas, Marina tirou uma foto ao lado de uma escultura de Dom Quixote e comparou sua batalha eleitoral ao duelo do herói da literatura espanhola: “a diferença é que ele (Dom Quixote) duelou com gigantes que achavam que eram moinhos de vento. Eu duelo com moinhos de vento que acham que são gigantes.”

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