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Acusado de desviar dinheiro público destinado à Reforma Agrária, ex-coordenador do MST foragido é preso no Pontal

Bruno Siffredi

01 de novembro de 2011 | 16h49

Sandro Villar, especial para O Estado de S.Paulo

O ex-coordenador do Movimento dos Sem-Terra (MST) no Pontal do Paranapanema, Antônio Carlos dos Santos, foi preso segunda-feira, 31, por agentes da Polícia Federal, em Teodoro Sampaio, no extremo oeste paulista. Sem oferecer resistência, ele recebeu voz de prisão no Assentamento Dona Carmem, onde é dono de um lote. “A nossa equipe chegou ao assentamento às 7 horas, ele foi preso sozinho e não ofereceu resistência”, disse José Ribamar Pereira Silva, de 54 anos, assessor de Comunicação Social da Polícia Federal, em Presidente Prudente.

O ex-coordenador era o único foragido da Operação Desfalque, realizada em junho pela Polícia Federal. Santos e outras nove pessoas, entre elas José Rainha Júnior, são acusados de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público repassado pelo governo federal para a reforma agrária no Pontal do Paranapanema. O grupo pretendia desviar cerca de R$ 5 milhões, segundo a PF de Presidente Prudente. “Ele era uma das peças-chave do esquema, estávamos em seu encalço desde junho, só faltava ele”, contou o assessor, acrescentando que Santos foi submetido ao exame de corpo de delito n sede da Polícia Federal.

Uma parte do dinheiro, calculada em mais de R$ 200 mil, chegou a ser desviada para ao menos seis associações de assentados da reforma agrária no Pontal do Paranapanema ligadas ao líder dissidente do MST, José Rainha Júnior. Dos nove presos em junho, seis já foram libertados. Apenas três acusados continuam atrás das grades: Rainha, Claudemir Silva Novais, líder do MST na região de Araçatuba, ambos presos em Presidente Venceslau, e Santos. Ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá. Na próxima sexta-feira, Santos será ouvido pelo juiz titular da 5ª Vara da Justiça Federal, em Presidente Prudente, Joaquim Eurípedes Alves Pinto. Assim como os outros acusados, o ex-coordenador responderá por seis crimes, entre os quais formação de quadrilha e desvio de dinheiro público.

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