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Acusado de tortura e assassinato, coronel Brilhante Ulstra será confrontado com testemunhas

Bruno Siffredi

25 de julho de 2011 | 17h33

O coronel reformado do Exército brasileiro Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de tortura e morte do jornalista Luiz Eduardo Merlino, em julho de 1971, será confrontado com testemunhas em audiência marcada para o dia 27 de julho, no Fórum João Mendes.

Testemunhas que presenciaram a tortura e morte de Merlino, serão ouvidos o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira, Laurindo Junqueira Filho, Leane de Almeida e Ricardo Prata Soares, e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos. Todos são ex-militantes do Partido Operário Comunista (POC), organização na qual Merlino militava.

Dentre as testemunhas de defesa, que se manifestarão por carta, estão o presidente do Senado e ex-presidente da República, José Sarney, o ex-ministro Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro.

Condenado em primeira instância, Ulstra já havia obtido a extinção do primeiro processo movido pela família do jornalista, em 2008, com um artifício jurídico acatado pelo Tribunal de Justiça. No segundo processo movido pela família, o juiz não aceitou o artifício. A ação por danos morais é movida pela irmã do jornalista, Regina Merlino Dias de Almeida, e por sua ex-companheira, Angela Mendes de Almeida.

O jornalista Luiz Eduardo Merlino trabalhou no Jornal da Tarde, na Folha da Tarde e no jornal alternativo de esquerda Amanhã. Era militante do POC e havia aderido à organização de esquerda Quarta Internacional pouco antes de sua morte, aos 23 anos.

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