Marina elogia Lula, fala em continuidade e propõe 3ª geração dos programas sociais
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Marina elogia Lula, fala em continuidade e propõe 3ª geração dos programas sociais

luisbovo

10 de junho de 2010 | 11h39

Por Carol Pires e Rodrigo Alvares

Sem poupar elogios ao presidente Lula, a senadora Marina Silva (PV) deu a entender no primeiro discurso dela como candidata oficial do Partido Verde à presidência da República, que também pode representar a continuidade do governo Lula.

Ex-ministra do Meio Ambiente do governo do PT, Marina ressaltou que Lula ajudou a tirar 20 milhões de pessoas da linha da pobreza, e mostrou que não é preciso “fazer o bolo crescer para depois dividir”. “Ele mostrou que é distribuindo o bolo que a gente pode crescer”. Marina prometeu uma “terceira geração” dos programas sociais, que investissem também na inclusão produtiva dos cidadãos de baixa renda. Prometeu “sair do estado provedor para o estado mobilizador”.

Em 50 minutos em que monopolizou o microfone, Marina desfiou as ideias de um governo pautado pela economia sustentável, de baixo carbono. Entre as diretrizes de governo aprovadas pelo partido hoje, até mesmo a promessa de que as emissões derivadas de todo o período de campanha serão contabilizadas e publicadas na internet. “Sua neutralização ocorrerá com ações relativas a reflorestamento nos Biomas brasileiros”, diz o texto.

Mas, a senadora não se limitou ao tema Meio Ambiente, no qual pautou sua trajetória política. Ela também defendeu o acesso á educação e usou o próprio exemplo como uma história de sucesso. “Foi graças à fresta da educação que minha vida mudou. Foi graças a uma educação de qualidade que um filho da classe média se tornou um dos empresários mais prósperos do Brasil”, disse,  fazendo referência ao candidato a vice que compõe a chapa com  ela, o empresário Guilherme Leal,  dono da Natura.

Bem humorada, Marina também agradou a plateia fazendo piadas consigo mesma. Disse que era magra como um “palitinho” e disse que as pessoas achavam que ela se vestia mal quando era jovem, no Acre. “Diziam que eu me vestia mal, mas eu me achava tão charmosa”.
Figurando em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos, com cerca de 7% da preferência dos eleitores, Marina foi otimista: “Espero que no dia 1º de janeiro do ano que vem a gente possa ter a primeira mulher negra presidente do Brasil”. Arrancou muitos aplausos e gritos de guerra da plateia, que não atingiu a expectativa dos organizadores, que esperavam  entre 1,5 mil e 2 mil pessoas. O auditório foi reduzido de tamanho, e ainda assim não estava lotado.

A senadora criticou a polarização da campanha entre o PT de Dilma Rousseff e o PSDB de José Serra, que têm aparecido empatados em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. “Esse Brasil não pode ser adiado para amanhã. Ele começa agora. Não vamos aceitar o veredicto do plebiscito. Ele vai ser revogado pelo povo brasileiro”, disse.

Em outro momento, disse que sentia “uma dorzinha no coração” porque, hoje, enquanto se lançava na disputa pela presidência pelo PV,  amigo e aliado Tião Viana, do PT, também fazia festa no Acre para se lançar candidato a governador. “Nós estamos separados momentaneamente. Nós vamos nos encontrar num segundo turno, se Deus quiser”.

A convenção começou pela manhã, com a aprovação pelos delegados do partido da chapa presidenciável e o limite de gastos da campanha, R$ 90 milhões. Entre os oradores convidados a assistir à convenção sentados ao palco, ao lado de Marina, destacou-se o teólogo Leonardo Boff, que disse que Marina não fazia política pelo Poder, mas como Mahatma Gandhi, “como um gesto amoroso pelo povo”.

Entre os discursos, um palhaço invadiu o palco, fazendo críticas a políticos como José Sarney, Marcos Valério e Lula. Por um momento, achou-se que era parte da festa. Mas logo o som foi elevado, e seguranças retiraram o manifestante do palco. Marina ficou séria o tempo todo. Foi anunciado que seria permitido que o palhaço voltasse ao final, mas não voltou.

O candidato a vice, Guilherme Leal, a quem Marina Silva chamou de “filho de paraense, comedor de açaí”  foi um dos últimos a discursar. Leal rejeitou críticas de que Marina não teria perfil técnico para assumir a presidência da República, e por ela foi socorrido quando por diversas vezes se atrapalhou com o discurso e o aparelho de teleprompter. Quem faz política com P maiúsculo não treina como fala, apenas faz como gostaria de ver os políticos fazerem. Foi o que você fez”. Abaixo, o minuto a minuto:

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Palhaço invadiu o palco do evento. Foto: Ed Ferreira/AE

18h11 – Promessa descumprida. Marina foi embora arrastando uma multidão de repórteres e aliados, e o tal palhaço não voltou para terminar a polêmica apresentação.

18h04 – “Um beijo no coração”, se despede Marina. Vuvuzelas, música, banda, gritos e aplausos rompem o silêncio no auditório.

18h02 – Segundo a senadora, as pessoas diziam que ela se vestia mal quando era “igreijeira”. “Eu me vestia mal, diziam que eu me vestia mal, mas eu me achava tão charmosa”, disse, arrancando risos dos outros.

17h58 – Marina fala que está com uma dorzinha no coração porque hoje também está ocorrendo a convenção de lançamento de Tião Viana, do PT, ao governo do Acre. Os dois são amigos e aliados políticos. “Nós estamos separados momentaneamente. Nós vamos nos encontrar num segundo turno, se Deus quiser”.

17h56 – “Não tenho problema de reconhecer e criticar”, diz Marina, sobre Lula e Fernando Henrique, a quem ela atribui as conquistas como redução da pobreza e estabilidade econômica.

17h55 – Marina ataca a polarização da pré-campanha entre o PT de Dilma Rousseff e o PSDB de José Serra. “Esse Brasil não pode ser adiado para amanhã. Ele começa agora. Não vamos aceitar o veredito do plebiscito. Ele vai ser revogado pelo povo brasileiro”. Marina promete ser breve no discurso. “Até porque esse auditório foi alugado e o horário está acabando”. A candidata também fala dos gastos de campanha: “Não custa caro um palanque no coração”.

17h53 – Outra diretriz de governo é o desenvolvimento da “economia sustentável”. No documento entregue aos militantes, a preocupação com o meio ambiente também está nas promessas de campanha. “As emissões derivadas de todo o período de campanha serão contabilizadas e publicadas na internet. Sua neutralização ocorrerá com ações relativas a reflorestamento nos Biomas brasileiros”, diz o texto.

17h48 – Uma das plataformas de governo do PV é a chamada “terceira geração de projetos sociais”, que, em suma, significa ampliar os programas de combate à pobreza.  “Sair do estado provedor para o estado mobilizador”, explica Marina.

17h46 – Marina foi analfabeta até os 16 anos. “Foi graças à fresta da educação que minha vida mudou. Foi graças a uma educação de qualidade que um filho da classe média se tornou um dos empresários mais prósperos do Brasil”.

17h44 – “Núcleos vivos da sociedade” é uma expressão usual da senadora. Ela mesma comenta o vocabulário, apelidado de “marinês”. “Se nós não criarmos o novo na linguagem, nos processos, nas estruturas, nós vamos ficar no mesmo lugar”.

17h41 – Marina alfineta os adversários. Fala que a política de alianças deles busca quem tem mais palanques, mais recursos. As alianças do PV, segundo a senadora,  são com os “núcleos vivos da sociedade”.

17h38 – Mais uma vez a senadora critica a discussão sobre alterações no Código Florestal travada na Câmara dos Deputados. Uma vez aprovadas, as alterações no código fariam com que 40 milhões de hectares desmatados fossem anistiados.

17h34 – Marina ressalta que 20 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza nos últimos anos e elogia o presidente Lula. “Antes se dizia que era preciso crescer para distribuir o bolo, e ele mostrou que é distribuindo o bolo que a gente pode crescer”. “Eu sei que é ser analfabeta”, disse.

17h28 – Até aqui, Marina só lista pessoas a quem quer agradecer. Cita, entre eles, Dom Moacyr Grecchi, mentor espiritual dela. Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, Dom Moacyr disse que Marina era frágil e não tinha perfil para ser presidente.

17h24 – Cinco minutos de discurso e Marina já arrancou diversas risadas dos que assistem. “Quero agradecer minha família que dá forças para esse palitinho se manter em plena forma e esteja se colocando como mantenedora de utopias”, disse, fazendo troça da própria magreza.

17h20 – O pai de Marina está aqui. O nome dele é Pedro Augusto da Silva. “Muito obrigada, papai, por você estar aqui”. Ela contou que, quando pediu para sair do seringal no Acre e ir para a capital Rio Branco, o pai perguntou: “Você quer ir agora ou na semana que vem quando a gente vender a borracha par você levar algum dinheiro?”.

17h19 – Ela revela detalhes da vida de Leal. “Todos pensam que ele é de São Paulo, mas ele é filho de paraense, comedor de açaí”.

17h15 – Ovacionada, Marina Silva tem a palavra. Ela cumprimenta os internautas que assistem à convenção pela internet. A candidata sai em defesa do companheiro. “Essa tua falta de jeito com a política só aumento o nosso respeito pelo que tu vais fazer junto comigo. Quem faz política com P maiúsculo não treina como fala, apenas faz como gostaria de ver os políticos fazerem. Foi o que você fez”.

17h13 – Vuvuzelas a todo vapor para aclamar o final do discurso de Guilherme Leal: “Vamos juntos para um País melhor, vamos juntos pela presidência da república”. Uma banda toca frevo e a plateia bate palmas.

17h11 – Marina Silva, segundo o empresário vice-candidato, “tem sido apontada como despreparo para o exercício do poder”. “Se isto é verdade, quero me declarar igualmente despreparado, mas quero também de forma veemente rejeitar esta afirmação”.

17h08 – Parece que Marina Silva tem um tiete mirim. Um menininho se aproximou dela há pouco e pediu para fotografar ao lado dela. Está ainda lá, sentado, fazendo um sinal de vitória com a mão e sorrindo para uma mulher que bate fotos ao pé do palco.

17h04 – Guilherme Leal tenta ler o discurso no teleprompter, mas se confunde. “Definitivamente não consigo me entender com esse negócio”, diz, de bom humor. O desajeito é recebido com aplausos.

16h59 – Elogios à parceira. “O seu compromisso com o Brasil nos constrange e nos força a agir, juntos, pelo Brasil que queremos”. O slogan da campanha, “Juntos pelo Brasil que queremos”, é citado em diversos trechos do discurso do vice. O governo do PV, de acordo com Leal, será “sem messianismo, sem assistencialismo, sem paternalismo”. “Nossa forma de fazer política não se submete a esta lógica. Nosso governo será diferente”.

16h54 – O empresário para o discurso de repente, procura as palavras, e pede desculpas. “De novo, como na pré-campanha, eu me atrapalho”.

16h52 – O encontro entre Guilherme Leal e Marina Silva seria “impensável na lógica do século 20”, segundo o empresário. Marina, nas palavras dele, é uma cabocla do Brasil profundo, filha da pobreza, que durante anos foi vítima do esquecimento. Ele, um homem da classe média urbana, que com espírito empreendedor e baseado em valores, se tornou um empresário bem-sucedido. O caminho deles começou a se aproximas há anos atrás quando, segundo Leal, Marina, “saindo da Amazônia, abrindo seu espaço, defendendo sua terra, encontra na política um meio para melhor servir a sociedade”. Ele continua: “Eu, empresário, desde cedo, descubro que uma empresa só prospera se serve bem ao ambiente do qual faz parte. É assim que nossos caminhos se aproximam”.

16h45 – Vai chegando a hora de Marina Silva falar pela primeira fez como candidata oficial do PV à presidência da República. Antes dela, Guilherme Leal, o vice, é chamado ao microfone. Leal: “Esse momento, com certeza, é óbvio, é um dos momentos que deixam qualquer um emocionado. Eu não havia nunca projetado que eu estaria numa situação desta na minha vida”.

16h41 – A prefeita de Natal ensina os militantes e conjugarem verbo. “Eu marino, tu marinas, ele marina, você marina, nós somos marineiros, nós marinamos”.

16h39 – Micarla, prefeita de Natal: “Vamos fazer a primeira presidente mulher do Brasil”. No Rio Grande do Norte e no Acre, o PV admite que não terá candidato ao governo. No Acre, porque Marina Silva é aliada de Tião Viana, candidato do PT ao governo. No Rio Grande no Norte, o DEM havia apoiado Micarla na campanha pela prefeitura em 2008. Em resposta,  os verdes não terão candidatos e apoiarão Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo este ano. No entanto, Marina não pretende subir no palanque dos Democratas.

16h37 – O otimismo está contagiando os verdes. José Luiz Penna, presidente do PV, disse que o partido poderia ir para o segundo turno. Os oradores seguintes falaram em fazer a primeira mulher presidente. Micarla foi mais longe. Avisou aos quatro filhos da senadora que talvez eles fiquem oito anos (dois mandatos) com saudade da mãe.

16h32 – Gabeira: “Nossa política externa é em defesa da paz”. A partir daí, o deputado fez críticas indiretas à política externa de Lula, que se aproximou do presidente o Irã, Marmud Armadinejad, e meses atrás, em visita a Cuba, ignorou a morte de um preso político que estava em greve de fome. “Nós temos que nos solidarizar com os presos políticos de Cuba”.

16h29 – Fernando Gabeira, deputado federal pelo Rio de Janeiro e candidato do PV ao governo do Estado, tem a palavra. Ele critica as plataformas de governo dos outros presidenciáveis. “Um tem um programa de bens materiais e o outro um programa de bens materiais”. “A gente não quer só comida. A gente quer muito mais”, instiga Gabeira.

16h26 – Sirkis disse ao Estadão.com.br que uma das metas do PV com o lançamento da candidatura de Marina Silva é pelo menos dobrar o tamanho da bancada na Câmara dos Deputados. Fazendo alusão aos outros presidenciáveis (Dilma Rousseff, do PT, e José Serra, do PSDB), Alfredo Sirkis fala que o PV pode não ter tido o controle da máquina do estado, nem do governo de São Paulo, mas pode eleger, sim, a primeira mulher presidente do país. Militantes vão ao delírio.

16h21 – Alfredo Sirkis, presidente do PV-RJ, é anunciado como coordenador da campanha de Marina Silva. Mas Sirkis deixou a coordenação, ontem, pata se dedicar à própria campanha para deputado federal. O novo coordenador é João Paulo Capobianco.

16h18 – Leonardo Boff encerra o discurso dizendo que Marina Silva é uma utopia. “E utopia é como uma estrela, a gente não pode alcançar. Mas o que seriam das noites se não houvessem estrelas?”, pergunta. “Tristes seriam nossas noites e vazias seriam nossas vidas”.

16h16 – O teólogo avisa que o discurso está perto do fim. Ele continua: “Marina é uma mulher espiritual. Ela é portadora de um sonho. Um sonho de um Brasil que talvez dentro de alguns anos seja a grande potência dos trópicos”.

16h11 – “A Terra”, discursa Leonardo Boff, “não precisa de nós. Mas nós precisamos da Terra Porque sem ela nós não temos condições de viver. Político hoje deve colocar como centro da sua preocupação a mãe terra no centro das preocupações”. Ele completa: “Marina nos ajudou a todos nós. Depois dela política no Brasil será diferente”, completa. “Para Marina, não existe Meio Ambiente, existe Ambiente inteiro”. Boff continua com a palavra.

16h07 – Chega a vez de Leonardo Boff falar da candidata, que ele faz questão de chamar pelo nome completo, Maria Osmarina Marina Silva de Lima. “Marina tem uma forma diferente de fazer política. Não é com disputa pelo poder, mas como Gandhi, como um gesto amoroso pelo povo”.

16h05 – Arrastado pelos seguranças para fora do palco, o palhaço que há pouco invadiu ao palco foi comunicado de que poderá voltar para fazer a apresentação ao final de todos os discursos.

16h01 – Um dos mestres de cerimônia tentou encerrar o discurso de Thiago de Mello. “Uma salva de palmas para o poeta. Obrigado”. Mello não saiu do lugar. “Espera aí, eu já estou terminando”. “Lutar pela floresta é lutar pela vida”, fala Thiago de Mello. “O Brasil se prepara para ter a primeira presidente, filha da terra”. Os verdes explodem em aplausos.

15h57 – O poeta Thiago Mello é chamado para representar a classe artista no palco, anuncia a mestre de cerimônia. “Venho armado de amor para esta convenção para ajudar na construção do amanhã que vai chegar com Marina e com Guilherme”, inicia o poeta.

15h55 – Marina parece estar relendo o discurso que fará em instantes. Com uma caneta, ela está grafando trechos.

15h50 – André Baniwa, índio da etnia Baniwa e vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira (AM), completa o time de oradores. “O Brasil precisa de um novo projeto para que o planeta possa continuar vivendo”. Ele apóia Marina Silva e Guilherme Leal porque, segundo ele, os dois se preocupam com a vida das pessoas.

15h47 – Não é só na Copa do Mundo da África que elas fazem estardalhaço. Militantes do PV trouxeram vuvuzelas e fazem barulho a cada explosão de aplausos do público.

15h42 – Um palhaço invadiu o palco, interrompendo a mestre de cerimônia. “Ah, eu mato, quem roubou minha cueca pra levar dinheiro a jato”. O palhaço não estava no script. Ele começou a falar mal de Marcos Valério, Duda Mendonça, José Sarney e Lula. Marina fechou a cara, o volume da música foi aumentado e dois seguranças levaram o palhaço pelo braço.

15h40 – É a vez de Maria Alice Setubal, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária. Maria Alice é amiga de Guilherme Leal há 30 anos, segundo ela contou. “A Marina é a aposta de que a gente pode sonhar. Sonhar cm um novo Brasil. Um Brasil onde a gente possa unir a justiça social com a preservação ambiental”, disse.

15h37 – Souza: “Este é um momento mágico. Eu tenho um bruta de um orgulho de dizer que eu estou fazendo parte dele. E vamos ganhar esta eleição”.

15h34 – Álvaro de Souza, presidente licenciado do Conselho Diretor do WWF-Brasil: “A gente encara um falso dilema de conservação socioambiental versus desenvolvimento econômico. Isto é um falso dilema”.

15h33 – A modelo Vanessa Vidal é surda e ficou conhecida quando participou do Miss Brasil em 2008. Filiada ao PV, ela é a segunda convidada especial a falar. Vanessa explicou que o número  4, do 43 (número da legenda) significa as cores da bandeira nacional, azul, amarelo, branco e verde. Uma locutora traduziu o discurso dela para a platéia.

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Marina Silva e o vice candidato Guilherme Leal chegam para a convenção. Foto: Celso Junior/AE

15h29 – O vídeo mostrou crianças e adolescentes que fazem parte do Movimento Marina Silva falando bem da candidata. “Ela teve humildade para ouvir uma pessoa de 13 (anos)”, disse uma menina. “A candidata Marina Silva não está só chacoalhando o planeta, ela está chacoalhando a todos nós”, completou outra.

15h23 – Eduardo Rombauer, fundador do Movimento Marina Silva, anuncia que tem uma surpresa para Marina Silva.  Um vídeo com crianças falando começou a ser exibido, mas a mestre de cerimônias pediu que a exibição fosse interrompida para Marina Silva descer do palco e assistir a exibição da platéia.  Quem está no palco não tem  como assistir ao vídeo, que está virado para o público.

15h20 – Marina Silva está elegante. Usa uma blusa amarela colada ao corpo, com um discreto decote no colo. Um colar pingente dá o charme da composição. Calça escura e sapato de salto preto completam a composição. O cabelo está preso num coque, como sempre.

15h17 – “Brasil urgente, Marina presidente”, cantam os presentes. Em tempo: pouco antes dos presidenciáveis serem chamados ao palco, o presidente do PV, José Luiz Penna, mostrou otimismo com a campanha. “Podemos ir para o segundo turno e podemos surpreender na eleição”, disse.

15h15 – “Marina, morena, tem a pele da cor do Brasil”, canta a música que é ligada em volume alto para receber Marina Silva. Ela entra no palco de braços dados com Guilherme Leal.

15h14 – O teólogo e escritor Leonardo Boff é a estrela da festa. Está sentado na primeira fileira de cadeiras do palco, ao lado de duas cadeiras vazias, onde devem sentar Marina Silva e Guilherme Leal.

15h11 – Fábio, o marido de Marina Silva, contou nos bastidores, pouco antes de subir ao palco, que está sentindo saudades da mulher, que anda mais do que ocupada nos últimos meses. Ele contou que, em casa, quando estão juntos, é proibido falar de eleição. Dentro do lar, o assunto é a vida doméstica. Se Marina cozinha bem? Fábio franze a testa e não responde.

15h08 – Contagem regressiva para Marina Silva subir ao palco. Quase todas as cadeiras do palco já estão cheias. A platéia também já está quase completa. O alto falante ecoa a música da campanha: “Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou marineiroooo”.

14h34 – O presidente do PV, José Luiz Penna, convocou a Executiva Nacional para uma reunião na sala VIP do auditório, o que deve adiar ainda mais a chegada de Marina Silva ao evento. A senadora está hospedada num hotel ao lado do centro de convenções.

14h26 – No site da campanha – www.minhamarina.org.br – a equipe do PV anuncia a confirmação da chapa presidenciável: “Marina e Guilherme são a diversidade brasileira, que nos torna um povo distinto e admirado pelo mundo. Mulher e homem, negra e branco, nortista de sangue nordestino e paulista de ascendência européia, cabocla e urbano, Silva e Leal, seringal e indústria”.

14h2o – A Convenção Nacional do PV deveria ter recomeçado há 20 minutos. Apenas metade do auditório está cheio até agora. Enquanto isso, a equipe da campanha distribui cata-ventos coloridos para a platéia, que aguarda Marina Silva, confirmada esta manhã candidata a sucessão de Lula.

12h49 – Intervalo. Penna avisa: Agora, nós vamos lanchar, mas não vamos nos dispersar. “Ninguém preciso sair do prédio. Aqui tem lanchinho, só não tem cerveja!”. O evento será retomado às 13h45.

12h44 – O evento que confirma a indicação de Marina Silva deve ser embalado pela presença de Adriana Calcanhoto e Gilberto Gil, confirma a assessoria da campanha.

12h36 – Alfredo Sirkis anuncia, sob aplausos, alguns dos candidatos que o partido deve ter nas eleições de outubro.  Fernando Gabeira será lançado ao governo do Rio de Janeiro. Renato Moraes ao governo de Sergipe e Eduardo Brandão ao governo do Distrito Federal. Em São Paulo, Fábio Feldmann disputará o comando do Estado.

12h32 – Além das burocracias internas, o partido votou também uma moção política de repúdio ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre as propostas de mudança no Código Florestal. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva convocou a imprensa, ontem, e chamou o relatório de retrocesso.

12h27 – José Luiz Penna anuncia: vamos, agora, aprovar a chapa majoritária de Marina Silva e Guilherme Leal para presidente da República. Os dirigentes da legenda levantaram os crachás para o alto e, de pé, gritaram: “Brasil urgente, Marina presidente”. Aprovada a indicação. Aprovada a plataforma de governo. Aprovado também o orçamento da campanha: R$ 90 milhões.

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Boneca gigante representando Marina Silva em frente ao Centro de Convencõess Brasil 21 onde o PV realiza sua convenção. Foto: Celso Junior/AE

12h24 – Sirkis fez um longo discurso, pontuado por frases de efeito. “Temos que transformar essas cascas de banana numa prancha de skate”, disse o presidente do PV-RJ, fazendo referência às polêmicas religiosas em torno de Marina Silva, que é evangélica.

12h21 – A chegada dela e do candidato a vice, Guilherme Leal, ao evento, está programada para as 14h. O discurso dela deve ocorrer apenas às 16h. Ricardo Young, pré-candidato do PV ao governo de São Paulo, já está no centro de convenções.

12h19 – A participação de Marina Silva na Convenção Nacional do PV, até aqui, é virtual. No Twitter, ela publicou, há pouco, o link da plataforma de governo dela.

12h15 – O presidente do Partido Verde do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, está com a palavra. Ele pontuou aos filiados que o lançamento da candidatura própria à presidência com Marina Silva na cabeça de chapa é o fim dos tempos de partido nanico. “Estamos na disputa, no grande jogo, em condições de crescer, de atropelar, de ir para o segundo turno e vencer”.

Sem a presença da estrela da festa, Marina Silva, a cúpula do PV já está reunida, no Centro de Convenções Brasil XXI, em Brasília. Eles irão referendar, antes do almoço, a plataforma de governo e a indicação de Marina Silva à presidência da República.

12h11 – Além do seu perfil oficial de Marina no Twitter, a equipe da campanha está atualizando o que acontece no evento atrvés do @Marina_Agora.

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