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Alckmin assume mandato em SP pregando cooperação com governo federal

Armando Fávaro

01 de janeiro de 2011 | 09h52

André Mascarenhas

Em discurso pontuado por acenos à adversários e afagos em aliados, o governador Geraldo Alckmin retornou hoje ao Palácio dos Bandeirantes, para o quinto governo consecutivo do PSDB em São Paulo, prometendo trabalhar em parceria com o governo federal pelos interesses do Estado e do País. O novo governador disse que terá com “a presidente Dilma a melhor das relações”, mas se comprometeu com a defesa do legado de seu partido e o de seus antecessores, desde Mário Covas.

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Com as presenças dos principais caciques tucanos do Estado, Alckmin se apresentou como “homem humilde” que irá trabalhar “desde o primeiro dia” pela “continuidade e a inovação característicos desses dezesseis anos”. Foi generoso ao se lembrar do ex-governador José Serra. “O brilho da sua inteligência, a consistência do seu pensamento, sua criatividade e enorme capacidade de trabalho, além do inarredável compromisso com a ética fizeram também dele uma grande liderança nacional”, disse. Fortemente aplaudido, Serra agradeceu de pé aos elogios.

Ao término do discurso, o ex-governador e candidato derrotado à Presidência retribuiu ao correligionário, e exemplificou a tese do bom relacionamento com o governo federal. “As pessoas não querem o governador brigando com o presidente ou o prefeito brigando com o governador. Elas querem entrosamento em função do interesse público”, disse Serra em breve entrevista.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também presente na cerimônia, foi lembrado por Alckmin como o responsável por assentar, “de uma vez para sempre, as bases políticas e econômicas para o desenvolvimento do Brasil”.  O governador usou a memória do alinhamento entre FHC e o ex-governador Mário Covas para destacar a “preocupação com as desigualdades sociais, enfrentadas com significativas reformas, sobretudo nas áreas da saúde e da educação”. FHC também foi muito aplaudido.

Promessas. Alckmin usou o discurso para sublinhar o compromisso com suas promessas de campanha e para convocar seu secretariado, uma equipe “competente, com sensibilidade para ouvir as pessoas e vontade de trabalhar”, para apoiá-lo na tarefa de honrar sua palavra. “Fiquem certos de que São Paulo vai dar um grande salto nos próximos quatro anos.”

O governador procurou ainda destacar a importância do setor privado e do empreendedorismo para São Paulo e garantiu que “dará incentivos, crédito, segurança jurídica” aos negócios. “Vamos promover a desburocratização, o treinamento e a qualificação dos trabalhadores. E, mais que esperança, vamos dar todo empenho à construção de um futuro mais próspero para todos os paulistas.”

Alckmin terminou o discurso citando o compromisso com o meio ambiente, a responsabilidade fiscal e o avanço nas obras de infraestrutura e logística no Estado. Para isso, disse que contará com o “ativismo” de sua equipe, meta que “deverá envolver, também, toda a máquina estatal, todo o serviço público, pois o funcionalismo é quem, na prática, realiza as ações de um governo”.

Veja como foi a posse do novo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

13h25 – Termina a cerimônia de posse de Geraldo Alckmin.

13h24 – Geraldo Alckmin, Guilherme Afif e todo o secretariado possam para a foto oficial do governo.

13h12 -a O novo secretariado do Estado toma posse. Novo secretário do Meio Ambiente e deputado mais votado do Estado, Bruno Covas, é muito aplaudido. Sílvio Torres, Júlio Semeghini e Edson Aparecido também são aplaudidos.

13h03 – Termina o discurso de Geraldo Alckmin, que acompanha Alberto e Deuzeni Goldman para a saída principal do Palácio. Alckmin é, oficialmente, o governador de São Paulo.

12h58 – Alckmin destaca “o protagonismo” de São Paulo nas questões ambientais. “Essa ativismo se traduzirá no avanço das obras de logística e infraestrutura.” O governador se compromete ampliar o saneamento básico do Estado. “Vamos fazer um governo ativo, solidário e sustentável”, diz. “São Paulo é uma fábrica de sonhos, mas é também uma oficina de conquistas e realiações. Aqui se pensa, se cria e se faz. É isso que dá a grandeza do nosso Estado. E é isso o que todos juntos faremos, por São Paulo e pelo Brasil”, conclui Alckmin.

12h55 – Alckmin volta a citar a necessidade de parceria com o governo federal e das políticas voltadas para o social. “Assumi o compromisso de melhorar o atendimento de saúde, com mais reformas, capacitação e melhorias”, afirma. Alckmin se compromete ainda com melhorias na educação e segurança. “Formei uma equipe competende, com sensibilidade de ouvir as pessoas e vontade de trabalhar”, continua Alckmin, que diz contar com sua equipe para “São Paulo avançar mais”.

12h53 – Alckmin destaca também os “novos paradigmas da comunicação”, exaltando a web 2.0 e a participação do público. “A cidadania tem na tecnologia um novo aliado”, diz. “Nosso trabalho e nossas propostas foram colocados para o povo, e ele aprovou”, continua Alckmin, que promete cumprir o programa integralmente. Alckmin também cita o ex-presidente FHC. “Me permita. Vamos deixar a modéstia de lado. O presidente Fernando Henrique mudou o Brasil”, diz. FHC também é ovacionado e se levanta, acompanhado por Serra e Kassab. Alckmin cita Mário Covas, que “esteve alinhado com essa conduta republicana”.

12h45 – Alckmin cita José Serra. “Para a sorte de São Paulo, ele trouxe para o Estado as características de sua atuação parlamentar”, sublinha Alckmi. Ele destaca que o “grtande compromisso com a ética”, que faz de Serra “uma liderança nacional”. Ovacionado pelo auditório, Serra, que está sentado ao lado de FHC, levanta-se, vira para a plateia e levanta as mãos, em agradecimento.

12h38 – Alckmin inicia seu discurso. Agradece as autoridades presentes e seu secretariado. “Em momentos como este, em que olhamos para o futuro, cabe-nos contemplar, mais uma vez, a história de que fazemos parte e as pessoas que sonharam e lutaram nesta terra antes de nós”, são as primeiras palavras do governador eleito. Ele cita o jesuíta Baltazar Fernandes, que inspirado no  José de Anchieta, sintetizou o “espírito que movia os primeiros paulistas”. “A lembrança dos esforços dos jesuítas revigora minha convicção de que é a vida pessoal modesta que forma o homem público responsável”, continua, atribuindo a “pujança de São Paulo” às “gerações de trabalhadores” . O governador diz começar seu governo inspirado em versos de Renato Russo: “Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem.” Alckmin continua seu discurso acenando para a presidente Dilma Roussefff. “São Paulo é a síntese do trabalho em favor do Brasil, e esse será o espírito e o fio condutor de meu governo. Nesse sentido, vamos ter com a Presidente Dilma a melhor das relações”, diz. “Mas sem deixar de reivindicar aquilo que é direito do povo paulista”, continua. “Ser governador de São Paulo é uma honra. Assumir esse compromisso pela terceira vez é responsabilidade”, diz. Defende o “estilo de governar” do PSDB. Cita Mário Covas, José Serra, Alberto Goldman e Claudio Lembo. “Agora me foi dada a responsabilidade de continuar esse caminho.”

12h34 – Goldman entrega o Pavilhão do Governador do Estado para Alckmin, simbolizando a transmissão do cargo.

12h29 – Goldman continua o balanço do governo lembrando os trablhos da secretaria de Saúde e de Habitação, com a construção de hospitais e moradias. “Tivemos uma secretaria de Segurança Pública que com sua Polícia Militar continou a diminuição da criminalidade no Estado”, diz. Sobre a pasta dos Transportes Metropolitanos, diz que foi pionera no maior programa de expansão dos transportes sobre trilhos no Estado. “Cabe aqui também citar nossas parcerias com as prefeituras municipais, sem preferências partidárias”, diz. Goldman elogia também o governo federal para a aprovação de empréstimos internacionais, mas cobra maior participação da União através da liberação de emendas do Orçamento. Segundo o governador que deixa o cargo, Alckmin pega um Estado com as contas em dia, o que lhe permitirá avançar mais. “Ao novo governador Geraldo Alckmin e toda a sua equipe desejamos sorte”, continua. “E eu me comprometo sempre a colaborar, embora não diretamente, de todos os passos para que São Paulo continue crescendo”, continua.

12h25 – Goldman cita as principais realizações de seu secretariado. Lembra, entre outros, o papel da secretaria da Casa Militar no combate às enchentes, da secretaria de Justiça na contenção das rebeliões na Fundação Casa, e do Meio Ambiente na criação de metas de redução de emissões no Estado.

12h17 – O governador em exercício Alberto Goldman abre os discursos. O auditório do Palácio dos Bandeirantes encontra-se lotado, com várias pessoas de pé. Goldman cumprimenta, nominalmente, todos os seus secretários. “Eu completo agora 40 anos de atividade política profissional. Antes disse, eu fora um militante político em consonância com as causas democráticas”, inicia Goldman. “Combati o bom combate nos oito mandatos legislativos, estadual e federal”, continua. Ele lembra sua passagem pela vice de Serra e diz ter honrado todos os cargos pelos que passei. “Nunca busquei posições de destaque ou de comando. A elas fui sempre impelido pelos meus companheiros”, continua. “Termino o mandato de governador após esses 40 anos sem nunca ter sido processado em nenhuma instância”, afirma. Agradece a formação dos pais. “Cuja maior herança foi a integridade de conduta e o amor pelo nosso povo”, diz. “Orgulho-me de ter trabalhado ao lado do governador José Serra”, continua. “É uma equipe brilhante, capaz, ousada, atuante e eficaz”, diz Goldman.

12h13 – O cantor Agnaldo Raiol entoa o hino nacional, acompanhado pela banda da Polícia Militar do Estado.

12h10 – Começa a cerimônia de transmissão de cargo. Geraldo e Lu Alckmin sobem ao palco acompanhados dos governadores em exercício Alberto e Deuzeni Goldman.

12h07 – O ex-governador José Serra também acompanha a transmissão do cargo no Estado. Ele deixou o mesmo cargo que Alckmin ocupará em março para concorrer à Presidência da Repúlica.

12h05 – Acompanhado pela mulher Lu, Alckmin chega para o encerramento da cerimônia.

12h03 – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chega para a cerimônia. Ele é seguido pelo senador eleito do Estado Aloysio Nunes Ferreira.

11h30 – Depois da passagem em revista de um batalhão da Polícia Militar no estacionamento da Assembleia Legislativa, Alckmin chega ao Palácio dos Bandeirantes, onde ocorrerá a transmissão do cargo pelo governador em exercício Alberto Goldman.

10h55 – O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, classificou como “limpo, claro e centrado” o discurso do governador Geraldo Alckmin e enfatizou a necessidade de interlocução com o governo federal para o futuro de sua pasta. “São Paulo é o dreno do Brasil pelo Porto de Santos. Se existem gargalos, eles são de logística e terão de ser solucionados”, afirmou Aníbal. Ele sublinhou ainda que os desafios da sua secretaria serão limpar a matriz energética do Estado e brigar pela reversão de recursos do pré-sal.

10h33 – “Sou grato a essa equipe de secretários de Estado que me acompanhará nos próximos anos”, diz Alckmin em discurso. “Conto com uma oposição responsável”, enfatiza o governador. Alckmin cita sua passagem pelos legislativos municipal, estadual e federal. “Quero fazer um governo que possa ser noticiado por suas boas práticas e possa ser criticado por suas faltas”, diz Alckmin, que exalta os meios de comunicação. O novo governador promete “trabalhar intensamente” para os “mais humildes”. “Trabalharei para o desenvolvimento de São Paulo da única forma que os paulistas admitem, que é trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil”, encerra o discurso.

10h24 – Começa com os cumprimentos de praxe o discurso de Geraldo Alckmin para Parlamento paulista. O governador faz menção ao ex-governador Orestes Quércia, morto na última semana. “Uma saudação muito afetiva a Alaíde Quércia e à sua filha Andrea Quércia”, diz. “‘É com emoção que volto a esta casa. Aqui cheguei, pela primeira vez, como deputado estadual, em 1983. São Paulo e o Brasil viviam, então, momentos de grande entusiasmo e efervescência. A esperança renascia. O horizonte se desanuviava, pela participação intensa de lideranças políticas e da sociedade nas causas democráticas. O povo se mobilizava”, diz o novo governador, que começa a ler o discurso. “É uma grande honra assumir o governo de São Paulo em sucessão aos governadores José Serra e Alberto Goldman. Mas é, sobretudo, uma grande responsabilidade”, diz Alckmin, que exalta o tamanho da economia paulista. Ele cita áreas em que pretende trabalhar, como a Cultura e a infra-estrutura. “Vou trabalhar com a mente e o coração voltados à trabalhadora que deixa os filhos em casa, um cuidando do outro, e vai trabalhar nas fábricas, escritórios e outras casas”, discursa. “Vou trabalhar para que todos os jovens tenham oportunidade para trabalhar”, continua. “Nenhum paulista será deixado para trás”, afirma o governador, que cita a parceria com os prefeitos do Estado.

10h22 – “Estamos vivendo, por todos os motivos, um momento histórico. Porque, pela primeira vez, um paulista assina pela quinta vez o termo de posse”, diz Barros Munhoz, em referência às vezes em que Alckmin cumpriu o protocolo como governador e vice-governador. Segundo o presidente da Alesp, Alckmin supera a marca de Mário Covas. “Que o Sr. possa fazer mais uma vez cumprir o slogan de São Paulo: ‘Para o Brasil, esse Estado faz sempre o máximo.'”

10h18 – O vice-governador, Guilherme Afif Domingos, também é empossado na Assembleia Legislativa e assina o termo de posse.

10h17 – Alckmin assina o termo de posse. No plenário, além de alguns parlamentares, o secretariado do novo governador e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, acompanham a cerimônia.

10h14 – Barros Munhoz: “Declaro o governador Geraldo Alckmin empossado.”

10h09 – Alckim entra é aplaudido pelo plenário da Assembleia.

10h07 – Começa na Assembleia Legislativa a cerimônia de posse do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Sob a proteção de Deus, iniciamos o nosso trabalho”, diz o presidente do Parlamento Paulista, Barros Munhoz, que presidirá a cerimônia. Alckmin e Afif estão no salão Nobre acompanhados por lideres de bancadas e devem entrar em instantes.

9h40 – Pela rampa do Hall Monumental da Assembemleia, chega a comitiva de Geraldo Alckmin, que inclui o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, familiares e os 26 secretários que formarão seu governo a partir de hoje. São recepcionados pelos lanceiros do Regimento de Cavalaria 9 de Julho. Praticamente na mesma hora, numa porta lateral do Parlamento, chega o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

9h23 – Na Assembleia Legislativa o movimento ainda é tranquilo, com a presença de jornalistas e algumas poucas autoridades. A comitiva que trará Alckmin já saiu da casa do governador, mas ainda não chegou a Assembleia. A expectativa é de que ela chegue por volta das 9h30.

8h30 – O vice-governador eleito de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (DEM), deixou sua residência, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, dando início ao cerimonial da posse. A comitiva que buscará o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) em sua casa, no Morumbi, zona sul da capital, é formada por três carros, escoltados por cerca de dez policiais em motocicletas da Polícia Militar (PM).

As informações são do cerimonial do governo de transição. Num dos automóveis, Afif Domingos é acompanhado dos atuais secretários da Casas Civil, Luiz Antônio Marrey, e Militar, coronel da PM Luiz Massao Kita. Os outros dois veículos são ocupados por familiares, assessores e segurança das autoridades. Sem o trânsito habitual da cidade, por causa do feriado do Dia de Ano-Novo, a expectativa é de que o trajeto até o apartamento do governador eleito de São Paulo seja percorrido em 20 minutos. Após chegar ao prédio de Alckmin, a comitiva seguirá para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde será declarada a abertura da sessão solene de posse.

Com informações de Solange Spigliatti e Gustavo Uribe

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